terça-feira, 24 de novembro de 2009

PED do PT terá 2º turno em Minas


Reginaldo Lopes e Gleber Naime no segundo turno na eleição para o diretório estadual em Minas

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Editorial: SAINDO DO COMA


Por Geraldo Elísio - gelisio@novojornal.com

“As oportunidades multiplicam-se à medida em que são agarradas.” – Sum Tzu

O PMDB de Minas continua às turras, o que não se constitui em nenhuma novidade. Aliás, o maior partido brasileiro desde a redemocratização do Brasil ganhou todas as eleições e não levou nenhuma, sendo muitos os exemplos que poderíamos explicitar.

Mas vamos por partes. Depois de uma conversa deste repórter com o deputado estadual Vanderlei Miranda. O parlamentar primeiro entende ser viável a atitude do governador do Paraná, Roberto Requião, na tentativa de que o seu partido lance um candidato próprio à Presidência da República.

Evitando conotações mais fortes tipo “o PMDB se acostumou a pegar garupa porque isto é mais fácil do que disputar eleição”, Vanderlei Miranda admite que o seu partido aproxima-se desta situação em virtude dos muitos e ricos ministérios que vem detendo em seu poder há alguns anos, além de uma profusão de cargos importantes no governo federal. “Então a ideia do governador Requião é muito boa.”

No plano mineiro, Miranda foi claro: “Parece que o ministro Hélio Costa agora está saindo do coma, ao solicitar prudência na condução do processo de escolha do novo presidente do Diretório Regional de Minas Gerais, uma disputa travada entre o deputado federal Antônio Andrada e o deputado estadual Adalclever Lopes.
 
No âmbito do PMDB é unânime o apoio ao nome do ministro das Comunicações para disputar a sucessão do atual governador. Ele, inclusive, conversou com o ministro Patrus Ananias . Eles têm todas as condições para que tudo dê certo.

Porém, entendo ter sido um erro do Hélio Costa, nesta situação, mesmo respeitando a sua preferência pessoal, tomar partido a favor de um dos candidatos, no caso Toninho Andrada, reconhecidamente um governista ligado ao Palácio da Liberdade.”

Na opinião do parlamentar peemedebista tal episódio gera conotação de que o ministro Hélio Costa tentou ou possa estar tentando fazer um jogo favorável aos interesses do governador Aécio Neves, o que na realidade não condiz com os interesses do PMDB. As conotações por ele abordadas servem de alerta tanto ao presidente Lula quanto ao governador Aécio Neves. Exemplo do futebol que somente termina quando o juiz apita o final de uma partida, também na política só é possível saber quem venceu ou perdeu após o encerramento das apurações.

Outra observação importante do deputado Vanderlei Miranda é o reconhecimento de que o Legislativo tem perdido funções, motivando o Judiciário a legislar, “uma situação que tem de ser revertida para retornarmos ao equilíbrio dos três Poderes”.

Finalmente, para completar esta linha de raciocínio, ele disse que a criação do bloco de oposição que engloba o PMDB, o PT e o PCdoB, gerou surpresa e transformou-se em fator produtivo. “E não é verdade que a pauta da Assembleia esteja parada por nossa causa, como tentam nos responsabilizar. Em todos os tempos existiram situação e oposição nas casas Legislativas, vitais para a democracia.”

Este espaço é permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas.

sábado, 7 de novembro de 2009

A nova safra da corrupção mineira

Deputado federal Rodrigo de Castro é suspeito de utilizar a política para obtenção de contratos de obras e serviços
Diz uma fábula que em um reino não muito distante, governado por uma elite perdulária e corrupta, diante da possível morte do rei, um grupo de cidadãos corretos reuniu-se no intuito de encontrar uma solução para por fim à lamentável situação ética e moral que ameaçavam a sociedade local.

Depois de horas de discussão, do fundo da sala vem a voz trêmula e fraca de um ancião por todos respeitados: “Vejo que vocês estão discutindo, à procura de uma solução, tendo como base a morte do rei, porém, a meu ver, devemos ao contrário torcer pela vida longa do rei”.
Assustado, um jovem que liderava a reunião questionou o ancião, que assim respondeu: “Tenho 90 anos, em minha vida já presenciei a morte e o coroamento de vários reis, aguardando que na sucessão estivesse a solução. Entretanto, cada rei que morria era sucedido por um pior”. “Em minha opinião, temos é que conscientizar todo o povo dos desmandos e corrupção do atual rei e a não aceitar ser governado por corruptos.”

Como em um passe de mágica, todos juntos gritaram: “Vida longa ao rei”.

Essa fábula serve como uma luva para a fase atual da política mineira, onde diversos políticos afastados da vida pública, por impedimentos judiciais ou morais, lançam seus sucessores com linguajar e “cara nova”, no intuito de confundir o eleitorado, mantendo desta forma total domínio político e econômico de suas bases eleitorais, quase sempre adquiridas através de trapaças e corrupção.

E o pior, em Minas Gerais isso não ocorre individualmente, mas sim em “grupos”, verdadeiras quadrilhas.

Exemplo desta lamentável prática é a do ex-deputado Danilo de Castro, que foi retirado da vida pública após várias condenações, elegendo deputado federal seu filho Rodrigo de Castro - sócio oculto de diversas construtoras, empresas e universidades, das quais se retirou para ter mais “facilidade”. No entanto, permaneceram em seu lugar seu irmão e seu cunhado.

A participação do deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG) na Universidade de Viçosa é comprovada através da movimentação de um processo de dissolução de sociedade no TJMG em 2005.

Gravações realizadas por ordem judicial em investigações solicitadas em função da obra do PAC na região da Zona da Mata comprovam que nenhuma obra ou serviço ocorrem antes de “conversar com Rodrigo de Castro”, fato confirmado após depoimento de diversos empreiteiros.

Evidente que 99% dos “acertos” ocorridos no setor de obras são realizados no sindicato da categoria, o Sicepot, onde as empresas combinam quem vai ganhar e quem vai perder uma determinada obra. Mas os perdedores também ganham uma remuneração por aceitarem apresentar propostas de preços superiores, possibilitando a vitória da empresa pré-escolhida.

Prática adotada na obra de recuperação da estrada entre Viçosa e Ubá, no trecho da Serra de São Geraldo, onde a empresa ganhadora, Vilasa Construtora Ltda., subempreitou a obra para a Construtora Fortal, de propriedade do irmão do deputado Rodrigo de Castro.

Igualmente em Ubá, as obras do aeroporto entregues à empresa Conserva foram subempreitadas para a Construtora Fortal.

A ganância do grupo liderado pelo deputado Rodrigo de Castro não tem limites. Ele, seu cunhado e o filho do deputado estadual Alberto Pinto Coelho (PP-MG) detêm hoje quase que o monopólio da reciclagem em Minas Gerais, através da Santa Maria Comércio e Reciclagem de Resíduos Industriais Ltda.

Nada investem. Até mesmo os terrenos são doados pelos diversos municípios onde os prefeitos foram eleitos com apoio dos mesmos.

A facilidade na obtenção de Licenciamento Ambiental por ingerência política elimina qualquer concorrência. “Uma licença que normalmente leva um ano para sair, o grupo de Rodrigo de Castro consegue em uma semana”, denuncia um tradicional comerciante do setor.

É o caso da cidade de Três Corações, onde a empresa ganhou o terreno da prefeitura e os órgãos ambientais aprovaram a instalação de sua unidade de reciclagem às margens de um córrego, desrespeitando toda legislação ambiental.

O grupo é conhecido no mercado como a “máfia da sucata”.

A Santa Maria surgiu em Lavras. Hoje, conta com filiais em Varginha, Viçosa, Contagem, Sete Lagoas, Ubá e Uberaba.

A Reciclagem Santa Maria realiza coleta industrial em mais de 50 empresas apenas no Sul de Minas e outras 50 na Zona da Mata mineira.

Seus principais clientes são:

- COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
- IVECO/ FIAT
- FIAT AUTOMÓVEIS
- USIMINAS
- SUGGAR
- TRW
- BLACK&DECKER
- COOPER STANDARD
- POLO IND. E COM.
- CAFÉ BOM DIA
- PLASCAR IND. E COM.
- KERRY DO BRASIL
- USIPARTS
- ARVIN MERITOR
- FAGOR
- SIAC DO BRASIL
- METAGAL
- SIVEF
- SADA FORJAS
- PEPSICO DO BRASIL
- RHODES
- ASK DO BRASIL
- HUTINSON
- DESCARTÁVEIS ZANATTA
- SUMIDENSO
- OMR COMPONENTES AUTOMOTIVOS
- COLEÇÃO
- ISRINGHAUSEN
- LEGGET & PLATT
- JOFADEL
- PP PRINT
- OURO FINO AUTO PEÇAS
- FLEXFLOR
- PROEMA MINAS
- MANGELS
- SÃO MARCO
- ISOFILME
- PEMGE
- PRINT
- BIOTECNICA

Segundo empresas concorrentes, o próprio presidente da Assembleia Legislativa mineira, o deputado Rodrigo de Castro e seu pai telefonaram para as empresas pressionando para que os contratos fossem entregues aos seus filhos e genro.

O deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG) também é sócio da rádio Medina FM Ltda.

Como o apurado nas gravações envolve autoridades com fórum especial diferenciado será o inquérito desmembrado e parte encaminhada para Brasília.

Fonte: Novo Jornal

domingo, 1 de novembro de 2009

Covardia de Aécio Neves

Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.

Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.

A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.

Fonte: Blog do Juca

sábado, 31 de outubro de 2009

STF marca data de julgamento de Azeredo

Animação: Fernando Madureira
Após duas semanas, Gilmar Mendes cede: “Tucanoduto de Azeredo” entra na pauta da Corte para julgamento em 4 de novembro


Nos últimos quinze dias travou-se uma enorme batalha dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).
De um lado, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes; do outro, a Procuradoria da República e o ministro Joaquim Barbosa insistindo para que fosse colocado em pauta o inquérito 2280 relativo às investigações e denúncias apresentadas pela Procuradoria contra o senador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB).

Conforme noticiado por Novojornal, nos bastidores, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso lutava para que a matéria não fosse colocada em pauta, diante das ameaças de Azeredo.
A Procuradoria da República e o ministro Joaquim Barbosa insistiam que estava ficando muito mal perante a opinião pública a ingerência do senador tucano na tramitação da matéria.
Alegavam ainda que quanto mais demorassem para apreciar a matéria, mais próximo das eleições estariam, motivando especulações de que a questão era política.
Após consultar os membros da Corte e constatar que o entendimento da maioria era o mesmo do ministro Joaquim Barbosa e da Procuradoria da República, Gilmar Mendes foi obrigado a ceder, colocando a matéria em pauta.
Marcado para o dia 4 de novembro, o julgamento pela Corte será da aceitação ou não da denúncia apresentada pela Procuradoria da República, em análise ao relatório do ministro Joaquim Barbosa.
Até agora nada se sabe sobre este relatório, porém o conteúdo da denúncia apresentada pela Procuradoria da República é “consistente”, informa um dos procuradores que atuaram no caso.
O desdobramento deste julgamento é imprevisível, pois se espera de Azeredo um comportamento de “tudo ou nada”, disse um de seus assessores.
Fonte: NovoJornal

sábado, 24 de outubro de 2009

AÉCIO NEVER IRRITADO COM VAZAMENTO DE PESQUISA IBOPE-TUCANO

PSDB usa pesquisa para testar chapa José Serra-Aécio Neves

Ibope mostrou tucanos com 41% das intenções de voto, bem à frente dos 16% dados à chapa PT-PMDB

- Vazamento da pesquisa irritou o governador de Minas Gerais. Foto: André Dusek/AE-17/10/2009

BRASÍLIA - O primeiro teste da chapa puro-sangue do PSDB na eleição presidencial, com o governador paulista José Serra na cabeça e o mineiro Aécio Neves no posto de vice, provocou um curto-circuito político no partido. Pesquisa encomendada pelo ex-deputado Ronaldo Cesar Coelho (PSDB) ao Ibope mostrou a chapa tucana com 41% das intenções de voto, bem à frente dos 16% dados à chapa PT-PMDB, mas não houve clima para comemoração. Além de irritar o governador de Minas Gerais e provocar uma crise na Executiva Nacional tucana em torno do vazamento, a enquete com 2002 eleitores brasileiros entre os dias 1º e 5 de outubro pôs abaixo a tese da necessidade de se formar uma chapa Serra-Aécio para tentar derrotar o PT do presidente Lula em 2010. Com ou sem Aécio, Serra vence Dilma com mais que o dobro dos votos da petista no segundo turno.
Sozinho, em uma simulação que não menciona o nome do vice, o candidato Serra também recebeu 41% das intenções de voto, sete pontos percentuais a mais do que ele próprio alcançara na pesquisa de setembro. Foi seguido pela petista Dilma Rousseff (17%), tecnicamente empatada com o PSB do deputado Ciro Gomes (16%). A pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, foi a preferida de 9% dos entrevistados. Na simulação em que o candidato tucano é o governador mineiro, Ciro venceria o primeiro turno com 26% das preferências. Aécio, que também cresceu 7 pontos percentuais de setembro para cá, empataria com Dilma no segundo lugar, ambos com 19% dos votos, e Marina Silva (11%) seria a quarta colocada.

"O PSDB nacional não tem minha autorização para fazer pesquisa incluindo meu nome como candidato a vice-presidente. Isso seria desperdício de dinheiro, porque essa hipótese não existe", reagiu Aécio, que levou seu protesto ao presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE). Na suposição de que a direção partidária patrocinara a pesquisa sem aviso prévio, para pressioná-lo a assumir a vice de Serra e facilitar a vitória do PSDB em 2010, Aécio avaliou que foi atropelado e também traído pelo vazamento dos resultados.

Quando pediu explicações ao presidente do partido, contudo, o governador foi informado de que o PSDB não encomendara pesquisa alguma. Convenceu-se disso, mas aproveitou para enfatizar que não está disponível para ser vice de quem quer que seja. "Meu nome está colocado à disposição do partido para disputar a Presidência da República", sentenciou. Guerra frisou que nem sequer tivera tempo de ler a pesquisa que Ronaldo Cezar enviara na véspera à sede do partido em Brasília. Para acalmá-lo, argumentou que, segundo um representante da executiva nacional que recebera o material, o cenário com Aécio candidato e Serra na vice também havia sido testado.

Preocupados em não melindrar Aécio e ainda convencidos de que uma chapa com a dupla de governadores será "imbatível no futuro próximo", serristas de vários Estados trataram de pôr panos quentes na crise. Interlocutores de Serra procuraram Aécio e seus aliados para dizer que o governador paulista fora tão surpreendido quanto ele com a pesquisa, e mais: Serra não teve responsabilidade alguma sobre o vazamento dos dados.

Reconhecido como serrista de primeira hora, o deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA) passou o dia repetindo que a pesquisa fora feita para uso interno e que não houve nenhuma intenção de criar dificuldade ao governador mineiro. "Tudo isto é stress pré-campanha", minimizou. "São episódios que podem gerar constrangimentos, mas serão superados pelo interesse comum", completou Jutahy, convencido de que tudo está sendo conduzido com "profissionalismo, respeito e todos os cuidados mútuos" que os dois pré-candidatos merecem.

Um aliado do governador mineiro chamou a atenção para o fato de a pesquisa liberar Aécio do sacrifício de assumir a vice, dando-lhe liberdade para optar por uma "candidatura certa" ao Senado, enquanto Serra briga pela presidência. A má notícia para os mineiros é que os números também mostram que a chapa puro sangue só mudaria o resultado final da eleição caso Serra fosse o vice de Aécio. Com este reforço, o governador de Minas sairia na frente no primeiro turno (Aécio 25%, Ciro 22%, Dilma 19% e Marina 9%) e teria chance real de vitória no segundo.

A dupla Aécio-Serra receberia 37% das intenções de voto contra 34% dados à chapa Dilma-Michel Temer. No embate com Ciro Gomes e o PDT do ministro Carlos Lupi (Trabalho) na vice, o resultado seria o empate com 35% de preferência para cada um.

Fonte: Blog Onipresente

domingo, 18 de outubro de 2009

Chefe do Crime Organizado?

Não param os escândalos envolvendo o deputado Alberto Pinto Coelho (PP). Agora seu avião envolveu-se em tráfico de droga
Divulgação

Presidente da ALMG, Alberto Pinto Coelho
O presidente da Assembleia Legislativa mineira, deputado estadual Alberto Pinto Coelho (PP-MG), vem acumulando um passivo de práticas delituosas que, segundo setores policiais, o transformou em Chefe do Crime Organizado em Minas Gerais.

Comportamento idêntico ao de ex-presidentes de outras casas legislativas de Estados vizinhos que acabaram presos. Esta é a opinião de uma força-tarefa criada para cruzar dados e analisar os diversos inquéritos instalados no País, que envolvem autoridades dos três poderes.

O objetivo deste “cadastro” será o de fundamentar a Justiça Eleitoral em decisões relativas à polêmica “lista suja”.

As acusações contra Pinto Coelho vão desde a utilização de prestígio para defender e viabilizar enormes crimes fiscais, como apurado na investigação da Polícia Federal, denominada “Operação Cevada”, onde escutas telefônicas autorizadas pela Justiça flagraram “sua excelência”, deputado Alberto Pinto Coelho, conversando com seu sócio Otacílio Araújo Costa, sobre a utilização de seu avião para o tráfico de drogas.

No caso do crime fiscal, caminhões da Dismar Distribuidora, empresa de Otacílio Costa, que transportavam produtos da Schincariol com notas fiscais irregulares, vinham sendo parados nos postos de fiscalização em Minas.

Coelho prometeu telefonar para os diretores de fiscalização para colocar fim às dificuldades.

As dificuldades acabaram.

Na “máfia dos combustíveis” sua participação, já narrada pelo Novojornal, chega a ser constrangedora. Porém, o pior estava por vir.

O deputado Alberto Pinto Coelho teria em sociedade com o empresário Otacílio Araújo Costa um avião e a aeronave foi flagrada sendo utilizada para o tráfico de drogas.

É isso mesmo. A desculpa do deputado foi: “Já tinha vendido o avião.”

Evidente que cabe a pergunta:

- Por que a Polícia Federal não faz em Minas o que tem feito no resto do País?
Realmente não temos respostas, mesmo porque o papel do Novojornal é apenas de noticiar.

A Polícia Federal entende que já fez seu trabalho. Entretanto, cabe constatar que a “Operação Cevada” apenas para apurar sonegação fiscal ganhou outra dimensão.

Nas gravações autorizadas pela Justiça, a força-tarefa acabou esbarrando em conversas suspeitas sobre outros negócios, incluindo autoridades.

Anderson Adauto, ex-ministro dos Transportes do governo Lula e atual prefeito de Uberaba, no Triângulo Mineiro, aparece nos grampos. Ligado a um dos cabeças do esquema de sonegação está o empresário Otacílio Costa, que usava o codinome de “José”.

Ele distribuía produtos da Schincariol nas regiões Sul e Sudeste, como narrado anteriormente, lançando mão de expedientes pouco ortodoxos, como notas frias e esquemas para driblar a fiscalização nas estradas.

Otacílio tinha contato direto com toda a direção da cervejaria e remetia R$ 1 milhão, em dinheiro, mensalmente aos chefes.

Adauto é amigo de Otacílio e chegou a alugar uma casa em Porto Seguro em sociedade com ele. A investigação revela um diálogo curioso entre os dois.

Em um dos trechos da conversa, ocorrida em setembro de 2004, Otacílio conta a Adauto que determinado processo está parado. Otacílio diz que conversou com o deputado federal Gilmar Machado (PT-MG) e pediu uma solução para o problema na Petrobras. Otacílio conta então que deu R$ 15 mil a Gilmar. E Adauto pergunta: "Você acha que ele queria 20?”

Ao ser questionado pela reportagem da revista Época, o ex-ministro teve uma reação ainda mais surpreendente.

Na primeira conversa, negou qualquer possibilidade de propina, disse que não se lembrava dos diálogos com Otacílio nem de ter apresentado o empresário ao deputado Gilmar Machado.

Quinze minutos depois, Adauto ligou para a redação da revista e se corrigiu. Já se lembrava melhor dos fatos. Desta vez, disse que havia pedido uma colaboração financeira para a campanha de Machado à Prefeitura de Uberlândia em 2004. E que Otacílio precisava de um intermediário, no caso o deputado Machado, para falar na Petrobras.

Otacílio queria abrir uma distribuidora de combustíveis no Triângulo Mineiro, diz Adauto. Gilmar Machado também mudou de opinião.

Ao ser questionado pela Época, o deputado inicialmente negou conhecer Otacílio. Quando a reportagem esclareceu que se tratava do empresário preso pela “Operação Cevada”, a memória voltou.

"Ele me foi apresentado pelo Anderson Adauto. Queria abrir uma distribuidora de combustíveis em Uberlândia”. O deputado diz ter encaminhado o pedido por escrito ao chefe de gabinete da presidência da BR Distribuidora, Diego Hemandez. "Mas não recebi nenhum centavo", diz. "Não trabalho informalmente.”

O deputado Gilmar Machado é o vice-líder do governo no Congresso Nacional e atuou como relator do Orçamento da União.

Inacreditável o quanto a política mineira encontra-se desmoralizada. Outrora havia a enorme preocupação dos políticos com seu ciclo de amizade, tudo para evitar envolver-se em escândalos.

Essa cautela foi substituída pela displicência e ausência total de pudor nos pleitos de suas “bases eleitorais” apresentados ao governo.

As pendências por práticas de crimes e contravenções passaram a ser “resolvidas” pelos legisladores. Transformaram-se em despachantes dos crimes.

O que pesa contra o deputado Alberto Pinto Coelho e comprovado por seu comportamento dentro do legislativo mineiro na defesa e articulação de interesses de outros deputados que comandam esquemas de corrupção e descaminho nas diversas áreas criminais.

Na “Operação Cevada” foram apreendidos documentos e computadores da Rede Brasil e Petróleo Ltda. e Rede Brasil Participações S/C. A transcrição dos HDs encontra-se trancada a sete chaves na Polícia Federal.

O deputado Alberto Pinto Coelho, junto com outras autoridades mineiras, teria sido sócio oculto nas empresas.

Cópia do despacho do Mandado de Segurança impetrado pela Rede Brasil e Petróleo Ltda. na tentativa de reaver os HDs aprendidos

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A Justiça do Trabalho de Minas

Dando sequência à tradição do Tribunal Regional do Trabalho de Minas, desembargadores são acusados de favorecer empresas

Os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3) de Minas Gerais, Antônio Fernando Guimarães e Ricardo Antônio Mohallem, irão responder no Conselho Nacional de Justiça por favorecimento em julgamentos.

O Plenário do Conselho decidiu abrir Procedimento Administrativo Disciplinar para investigar a conduta irregular dos desembargadores.

A decisão foi tomada atendendo ao pedido de Revisão Disciplinar do Ministério Público do Trabalho (MPT) em relação aos processos instaurados e arquivados pelo TRT-3 contra os mesmos.

Os magistrados são acusados pelo MPT de favorecimento em julgamentos de clientes do escritório de advocacia Vilhena & Vilhena, seja por parentesco de assessor, amizade íntima ou por vantagem econômica.

Entre os indícios contra o desembargador Antônio Fernando Guimarães, está sua estreita relação de amizade com o advogado Paulo Emílio Ribeiro de Vilhena, sócio do escritório.

O desembargador também está na mira pelo fato de residir, desde 2000, em apartamento de propriedade do filho do advogado Paulo Vilhena, João Bráulio Vilhena, pagando um aluguel simbólico de R$ 250.

A acusação contra o desembargador Ricardo Antônio Mohallem baseia-se no fato de que o desembargador é assessorado em seu gabinete por José Carlos Rabello Soares, filho do advogado Nilo Álvaro Soares, também integrante do escritório de advocacia Vilhena & Vilhena.

De acordo com o relator do pedido, conselheiro José Adônis Callou de Araújo Sá, há fortes indícios de que as condutas dos magistrados são incompatíveis com o exercício da magistratura e que, portanto, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região de arquivar os processos é contrária aos autos. “Por isso mesmo é preciso aprofundar o exame dos fatos", afirmou o conselheiro.
Novo Jornal

Eduardo Azeredo ameaça FHC

Há mais de 15 dias aguardando para entrar em pauta na Corte do STF, denúncia contra o senador mineiro assusta ministros
Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, pedir para que fosse incluído em pauta para análise pela Corte do recebimento ou não da denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), por participação no esquema de corrupção denominado “mensalão mineiro” ou “Valerioduto”, o clima fechou.

Eduardo Azeredo, que já havia ameaçado com os “mesmos argumentos”, agora utiliza os do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando da possível instalação de processo de quebra de decoro contra o mesmo pelo Senado, há quatro anos, voltou a carga.

A estratégia adotada pelo senador mineiro na época mostrou-se eficiente, pois o PSDB, a qualquer preço, celebrou uma composição com o PT para o arquivamento da denúncia.

Há muito, a maneira dos congressistas em relacionar-se no Parlamento não tem sido outra, basta verificar o ocorrido recentemente entre os senadores Fernando Collor e Pedro Simon.

Analistas da área judicial afirmam que o atual modelo de composição do Supremo Tribunal Federal coloca a Corte susceptível a este tipo de “apelo”.

Não é segredo que o atual presidente do STF, Gilmar Mendes, não tem ligado para o que pensa a “opinião pública” quando o assunto está relacionado a atos praticados pelo tucanato de alta plumagem, governo do qual foi advogado-geral. Basta verificar as atitudes tomadas pelo ministro no caso Daniel Dantas.

Joaquim Barbosa, que recentemente teve ao vivo e em rede nacional de TV uma escaramuça com Gilmar Mendes, já se demonstra bastante inquieto com a demora do assunto ser colocado em pauta.

Segundo assessores do Supremo, espera-se no máximo para esta semana a ida da denúncia a Plenário.

Políticos próximos ao senador Eduardo Azeredo garantem que sua munição é pesada e, se utilizada, poderá prejudicar a pretensão tucana de voltar ao Palácio do Planalto em 2010.

A verdade é que, seja qual for o resultado, dificilmente Azeredo terá condição de se reeleger senador por Minas Gerais. Segundo lideranças do PSDB mineiro, “quando muito ele será eleito deputado federal”. Sua pretensão seria de não perder a imunidade parlamentar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Liderança confirmada

O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Padre João, deve ser confirmado líder do novo bloco de oposição criado na Casa, com a entrada do PMDB. Pelo acordo firmado ontem, os peemedebistas vão indicar o líder da minoria e a vice-liderança do bloco. Ao todo são 19 deputados: 10 do PT, um do PCdoB e oito do PMDB. Os dois outros blocos que existem na Casa apoiam o governo Aécio Neves, somando 42 deputados: o parlamentar-social, integrado por PV, PSB, PSC e PPS, tem 17 parlamentares e o social-democrata, integrado por PSDB, PRTB, PMN, PHS, PTB e PR, tem 25 deputados
O articulador deste bloco de oposição é Gleber Naime, que disputa o comando do PT estadual.

domingo, 4 de outubro de 2009

FIQUE DE OLHO NO GOVERNO AÉCIO NEVES

O SINDIFISCO-MG é o sindicato que representa os Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais, que desenvolvem um trabalho estratégico e têm como missão assegurar recursos financeiros para implementação das políticas de governos.
Em função do ofício do trabalho temos conhecimento das medidas implementadas pelo governo, em relação às despesas públicas do estado.
O que pretendemos com essa mensagem é apresentar nossa versão, que difere em muito da oficial, sobre a situação da receita em Minas e os tributos praticados pelo estado.

O Ministro Patrus Ananias, recebe prêmio na Alemanha, mas a imprensa esconde

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, encerrou o discurso de agradecimento do 1º Prêmio Políticas do Futuro (Future Policy Award) na sede da Prefeitura de Hamburgo, norte da Alemanha, na noite desta quinta-feira (1/10), afirmando: "O problema para erradicar a fome é falta de decisão política".
O prêmio foi concedido pelo World Future Council às políticas de segurança alimentar estabelecidas pela lei municipal 6.352, de 15 de julho de 1993, no Município de Belo Horizonte.
As ações foram implantadas durante a gestão do ministro Patrus à frente da Prefeitura da capital mineira.
Participaram da cerimônia cerca de 200 pessoas, incluindo o embaixador do Brasil na Alemanha, Everton Vargas, e outras autoridades consulares.
Minhas origens, na área rural de Bocaiúva (MG), me colocaram em contato com o flagelo dos retirantes que fugiam das secas em busca da sobrevivência, contou o ministro no início do discurso.
Ele falou sobre a experiência pública dos Restaurantes Populares, que começou em 1994, quando a primeira unidade foi inaugurada por ele, então prefeito de Belo Horizonte.
A cidade conta hoje com três unidades que, juntas, servem 15.000 refeições por dia.
Atualmente, o programa é parte das ações do Fome Zero e integra as políticas de segurança alimentar e nutricional do Governo Federal. Há 69 unidades em funcionamento com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em todo o território nacional, beneficiando 110 mil pessoas por dia. O Ministério tem ainda outros 60 convênios já firmados com prefeituras para instalação de equipamentos semelhantes.
Para apresentar o principal premiado da noite, o Trio Bossa Nova, de música brasileira, interpretou "Aquarela do Brasil" na sede da Prefeitura de Hamburgo, um marco histórico da cidade que não foi destruído com o bombardeio da Segunda Guerra Mundial.
A representante da Nigéria no Conselho, Hafsat Abiola-Costello, leu um poema do mineiro Carlos Drummond de Andrade e lembrou que no país dela muitas pessoas ainda passam fome. Ela agradeceu, emocionada, os anos de serviço público do ministro Patrus Ananias.
O ministro enfatizou que todas as conquistas são compartilhadas e destacou o trabalho da assessora do Fome Zero no MDS, Adriana Aranha, que o acompanhou na viagem a Alemanha. Ela trabalhou na Prefeitura de Belo Horizonte e deu continuidade à implementação da política de segurança alimentar no Governo Federal desde o início do Ministério.
Explicando a rede de programas e políticas sociais, Patrus Ananias informou alguns resultados da superação da fome e da pobreza no Brasil. Entre 2003 e 2008, 19,5 milhões de pessoas deixaram a extrema pobreza, e a desigualdade diminuiu fortemente, segundo a FGV. Em 2005, atingimos a Meta do Milênio de redução da extrema pobreza.
O governo brasileiro, então, adotou para si metas mais ambiciosas: redução da extrema pobreza a um quarto e erradicação da fome até 2015, relatou.
E usou palavras fortes ao falar da crise: O volume de recursos empregados pelos governos para fazer frente à crise econômica mundial (da ordem de trilhões de dólares) nos mostra que o problema para a erradicação da fome não é a falta de recursos, mas de decisão política.
No encerramento, o ministro Patrus Ananias lembrou as palavras de dois nomes ligados à paz mundial: Mahatma Gandhi - Façamos em nós as mudanças que queremos nos outros - e Martin Luther King - Nós não somos o que queremos ser, não somos ainda o que vamos ser, mas nós já somos mais do que éramos.
Escolha
No ano passado, os conselheiros do World Future Council elegeram o tema segurança alimentar em função da crise de alimentos mundial e o crescente número de pessoas com fome ao redor do globo. Cinco iniciativas da Ásia, África, América Latina, América Central e Europa foram indicadas e o prêmio principal foi entregue ao Brasil. A experiência da prefeitura de Belo Horizonte foi escolhida como exemplo de solução local que pode ser colocada em prática por outros governos.
Os conselheiros do World Future Council avaliaram também que a atual estratégia Fome Zero, do Governo Federal, é um desdobramento das políticas implantadas na prefeitura de Belo Horizonte. Um filme mostrando as ações foi apresentado na cerimônia de premiação e está disponível no endereço http://tiny.cc/Fol7h
Parcerias
A convite da Prefeitura de Hamburgo e do World Future Council, o ministro Patrus Ananias, a delegação italiana e representantes do Conselho fizeram um passeio de barco no rio Elba, conhecendo a zona portuária de Hamburgo. Além de trocar experiências e relatar as ações de segurança alimentar e nutricional, assistência social e transferência de renda do governo brasileiro, o ministro Patrus concedeu uma entrevista para a TV alemã NDR.
Na mensagem final da matéria, ele afirmou: Nos banhamos nas mesmas águas, respiramos o mesmo ar.
Precisamos universalizar nossas ações, preservando nossos valores, nossas culturas, nossa identidade nacional, para construirmos um mundo de justiça e paz.
O material foi exibido na noite desta quinta-feira (1/10) no Hamburg Journal, o noticiário local.
Durante almoço no local onde os conselheiros estão reunidos, Adriana Aranha, assessora do Fome Zero no MDS, conversou com Maria Grazia Mammuccini, representante de uma ONG de Toscana, no norte da Itália, e ficaram acertadas visitas de campo para troca de experiências.
A região tem um forte trabalho de economia solidária com pequenos agricultores e já mantém parceria com o MDS para transferência de tecnologia de cisternas.
À tarde, antes da entrega do prêmio, o ministro Patrus concedeu entrevista para o principal jornal da cidade Hamburger Abendblatt. Ele explicou a criação da lei em Belo Horizonte, lembrando que o direito ao abastecimento alimentar já estava incluso na Lei Orgânica do Município, da qual foi relator como vereador. Ele também reforçou que a experiência de Minas Gerais ganhou o plano nacional com a criação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em 2004. Quando o presidente Lula me convidou para o MDS, ele tinha a expectativa de implantar as políticas de segurança alimentar de Belo Horizonte no Brasil, mas foi além e integrou outras áreas, reforçou.
O ministro Patrus Ananias encerrou a entrevista explicando a importância do prêmio: Eu vim aqui com o coração aquecido. Estou muito grato pelo reconhecimento de um trabalho coletivo, porque na vida ninguém faz nada sozinho. Tenho esperança que em breve ninguém mais vai receber um prêmio por estar lutando contra a fome porque eu espero que a fome se torne apenas uma simples lembrança do passado.
World Future Council
O World Future Council é uma Organização não governamental criada em 2004 pelo escritor sueco e ativista Jakob von Uexkull. Ele anunciou que a premiação da entidade - que trabalha para um futuro sustentável nas áreas de meio-ambiente, paz, governança, desenvolvimento humano e direitos humanos - será anual a partir de agora.
Atualmente, o Conselho reúne mais de 8 mil organizações de 200 países com o objetivo de disseminar soluções a longo prazo para os problemas globais. A sede fica em Hamburgo, na Alemanha, e a ONG possui escritórios em Londres (Inglaterra), Bruxela s (Bélgica), Washington (EUA) e Nova Delhi (Índia).
O objetivo do prêmio é sensibilizar outros líderes a tratar do tema da fome. As experiências de Cuba - projeto de agricultura urbana - e da Itália - preservação de espécies locais e desenvolvimento do agroturismo - também foram premiadas.
Concorreram ainda experiências de sustentabilidade orgânica de Kerala (Índia) e da Etiópia.(Enviado por: Carceroni)

O PT de Pimentel está manchado

Pimentel fez encontro em Belo Horizonte para preparar o PT de Minas pra ser entregue aos tucanos. Veja os últimos acontecimentos:

FERNANDO PIMENTEL E O APOIO AO PSDB EM BELO HORIZONTE NA MÍDIA MINEIRA E NACIONAL
19/01/2008 - Jornal Estado de Minas
Aécio e Pimentel abrem articulação
Segundo a matéria, em encontro reservado, Fernando Pimentel e Aécio Neves trataram da sucessão em Belo Horizonte. Tanto o governador como o prefeito disseram ter um entendimento parecido sobre o tema. Na mesma matéria, o presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes, não descartou a aliança, mas afirmou que ela teria de ser "amplamente discutida, internamente e com aliados e que não poderia contrariar a questão programática do partido."
22/01/2008 - Jornal Estado de Minas
Cúpula petista barra dobradinha para PBH
Jornal publica que enquanto a cúpula tucana dá aval para Aécio fazer a composição o PT, o dirigente nacional Romênio Pereira, então secretário nacional de Organização, diz que "Há um sentimento da ampla maioria do PT de que vamos preparar o partido para ganhar as eleições e teremos dois adversários, que são o DEM e o PSDB".
29/01/2008 - Jornal Estado de Minas
Pré-candidtos reagem a dobradinha PT-PSDB
Jornal diz que partidos que pretendem disputar a PBH se unem para fazer frente à articulação de tucanos e petistas e reclamam por se julgar à margem das conversas.
01/02/2008 - Jornal Estado de Minas
PT nacional contra dobradinha em BH
Matéria afirma que a direção nacional iria aprovar uma resolução contra coligações com legendas de oposição. Novamente Romênio Pereira é ouvido e volta à carga contra a dobradinha. Ele diz: "Passamos oito anos na oposição ao PSDB e agora temos travado uma batalha de cinco anos contra o PSDB. Não dá para deixar de lado essa realidade em um município da importância de Belo Horizonte."
13/02/2008 - Jornal Estado de Minas
Secretário de Aécio é apresentado ao PT
Durante café da manhã entre petistas e tucanos, com a presença dos presidentes Aluisio Marques (PT-BH) e Reginaldo Lopes (PT-MG) é apresentado o candidato do PSDB à PBH, secretário Márcio Lacerda (PSB)
25/02/2009 - Jornal Folha de São Paulo
Aécio diz que PT e PSDB não precisam ser "inimigos declarados para sempre"
O governador tucano diz: "Se nós que já temos identidade em tantas questões(...) quem sabe não podemos estar juntos na construção de um grande projeto futuro".
05/03/2008 - Jornal Estado de Minas
PT cede à dobradinha
A jornalista Isabella Souto, após ouvir apenas o titular da SNAI, Romênio Pereira, diz que a tese da aliança entre tucanos e petistas ganhou o apoio da direção nacional do PT, diante do fato de Márcio Lacerda ser do PSB, partido que faz parte da base aliada do governo.
07/03/2008 - Jornal Estado de Minas
Trombada no comando do PT
Jornal publica um dia após Romênio defender aliança com o PSDB, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, diz que declarações não passam de opinião pessoal e reafirma que decisão do DN sobre política de alianças só seria definida no dia 24 de março.
16/03/2008 - Jornal Estado de Minas
Aliança vence primeiro round
Jornal diz que a direção municipal do PT/BH usou o "rolo compressor" para abafar o grupo ligado a Patrus Ananias que propôs o adiamento da decisão sobre possível aliança com o PSDB.
17/03/2008 - Jornal Estado de Minas
Aécio quer atrair debate eleitoral a MG, mas sem briga
Nesta matéria que enaltece o governador de MG, o Estado de Minas diz que o prefeito Fernando Pimentel teria ressaltado o seu respeito por Aécio e afirmado: "Se o Brasil o elegesse, estaria elegendo um excelente presidente".
18/03/2009 - Jornal Valor Econômico / Coluna do jornalista Raymundo Costa

Pimentel elogia FHC

Leia parte da coluna, onde o prefeito Fernando Pimentel tece comentários sobre Aécio e elogia FHC:
(...) O acordo mineiro tem como pano de fundo a candidatura a presidente de Aécio Neves. O prefeito Pimentel é o primeiro a reconhecer: "Minas está unificada em torno dessa idéia de fazer o presidente da República", diz. Mas é certo também que uma particularidade local, o alto índice de aprovação das duas gestões ao final de dois mandatos, os impulsiona na direção um do outro. Pesquisa recente de um instituto nacional registra que Aécio conta com aprovação de 89% da população de Belo Horizonte; Pimentel tem 84%. (...)
(...) "Para a prefeitura, nós ganhamos a eleição com o Aécio, contra ele, não", avalia Pimentel. Pragmático, o prefeito questiona: "Por que vamos colocar em risco uma posição por algo que não tem nenhum ganho para nós"? Pimentel acha que tucanos e petistas brigam há tanto tempo que até se esqueceram por quê. Avalia que tucanos e petistas precisam abrir os olhos para um fato: "O Brasil está construindo uma agenda de longo prazo, não somos nós, mas a sociedade", argumenta. (...)
O primeiro ciclo dessa agenda foi cumprido, segundo Pimentel, no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, que deixou um legado: "O equilíbrio econômico com responsabilidade fiscal. Não tem jeito de tirar mais isso da agenda", diz o prefeito, num reconhecimento público de FHC de deixar muito petista de cabelos em pé. "Tanto que Lula manteve inclusive o núcleo duro dessas políticas". (...)
26/03/2008 - Jornal Estado de Minas
Lula freia aliança para a PBH
A matéria afirma que o presidente Lula decidiu interferir e dar uma brecada nas negociações do PT com o PSDB em BH diante das reclamações do vice-presidente José de Alencar, e dos ministros Patrus, Hélio Costa e Luiz Dulci que alegam ter sido ignorados nas conversas políticas de petistas e tucanos da capital.
30/03/2008 - Folha Online
PT-BH aprova aliança com candidato preferido de Aécio para prefeitura
Os filiados ao PT de BH aprovaram a chapa defendida por Pimentel e Aécio, mas o grupo dissidente divulga documento onde denuncia que "houve resistência ao diálogo por parte do grupo que vem conduzindo o processo de aliança com o PSDB. (...) Uma aliança pressupõe um acordo sobre metas e prioridades de governo. Mas o que tivemos foi a apresentação de candidatos, sem aprofundamento do debate". (...)
25/04/2008 - Folha de São Paulo
PT nacional proíbe aliança com PSDB em BH
"A Executiva Nacional decide comunicar ao diretório municipal de Belo Horizonte e ao encontro municipal que não autorizará, em nenhuma hipótese, o PT de participar de qualquer coligação da qual faça parte o PSDB naquela capital", diz trecho da resolução.Tão logo foi divulgada, Pimentel criticou a decisão. Além de considerá-la "equivocada", afirmou que não está "estatutariamente embasada" e informou que "usará todos os recursos disponíveis para modificá-la, fazendo prevalecer a decisão soberana dos delegados eleitos pelo voto direto da base do partido" em Belo Horizonte.
26/04/2008 - Folha de São Paulo
Pimentel se rebela contra veto do PT à aliança com Aécio
Contrariado com o que considerou "uma grosseria" com o governador de Minas, o prefeito afirmou que "o PT nacional trata como inimigo um adversário que quer se transformar num aliado". Pimentel disse que a direção nacional do PT "está optando pela linha do isolamento político que levou o PT a maus resultados no passado". (...)
Pimentel, que ontem teve uma reunião longa com Aécio, disse que "o que está sendo decidido não está no estatuto do partido". "Quem pode rever a decisão de uma convenção é só outra convenção", disse. "Acho que o presidente [nacional do PT] Berzoini cometeu um equívoco político." (...) "Temos que ter muita paciência com a Executiva Nacional: trabalham sentados em Brasília sem descolar os olhos da avenida Paulista", criticou o deputado federal Virgílio Guimarães (PT-MG).
28/04/2008 - Jornal Valor Econômico
PT de BH confronta direção nacional
Em confronto com a Executiva Nacional do PT, que vetou a aliança com o PSDB na eleição deste ano em Belo Horizonte, o Diretório Municipal da capital mineira, controlado pelo prefeito Fernando Pimentel lançou ontem o deputado estadual Roberto Carvalho como candidato a vice na chapa encabeçada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do governador tucano Aécio Neves, Márcio Lacerda (PSB). (...) No encontro de ontem, Pimentel adotou um tom de enfrentamento. "Não podemos tolerar que venham nos dizer de São Paulo, do Rio Grande do Sul ou de outro estado , que têm trajetórias diferentes da nossa e menos exitosas, com quem devemos ou não aliar", discursou. (...)
07/05/2008 - Estado de Minas

Pimentel declara amor roxo ao PSDB

Trecho de entrevista com Fernando Pimentel: No caminho do entendimento
"PT e PSDB juntos, continua sendo uma possibilidade, não numa agremiação ou frente partidária, mas numa mesa para dialogar e construir uma agenda comum. Continuarão a disputar eleições um contra o outro, mas com alguns temas comuns, onde é possível marchar juntos no Parlamento. Meus companheiros de São Paulo, quando me ouvem falar isso, me entendem mal e acham que estou propondo uma fusão, uma integração. Não é isso. Podem ser mantidas as diferenças sérias com o PSDB, mas devemos eliminar da política brasileira a idéia de que políticos de partidos diferentes devem ser adversários e inimigos eternos."
11/05/2008 - Estado de Minas
PT inclui formalmente o PSDB na aliança
A Executiva Municipal do PT aprovou ontem por 12 votos a 4 uma resolução incluindo formalmente o PSDB na aliança com o PSB para disputar a sucessão à Prefeitura de Belo Horizonte. O documento incluiu também o PPS, outro partido que, assim como os tucanos, está fora da base do governo Lula. (...)
16/05/2009 - Jornal O Tempo

Sem aliança, relação entre Aécio e Pimentel é abalada
O bom relacionamento entre o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT) pode ter chegado ao fim graças à tentativa dos dois, até o momento frustrada, de emplacar a aliança eleitoral entre seus partidos para a sucessão à Prefeitura de Belo Horizonte. Depois que o PT nacional recomendou a exclusão dos tucanos da coligação, que inicialmente previa o PSB na cabeça-de-chapa e um petista na vaga de vice, o prefeito esperava por um "gesto de generosidade" do governador. (...) Já Aécio estaria reclamando porque o prefeito teria dito a ele, no início do processo, que conseguiria emplacar a aliança formal, pois tinha o controle do partido. Ontem, o secretário de Governo do tucano e braço direito dele, Danilo de Castro, disse que a aliança ainda pode sair, desde que o PT nacional faça uma nova avaliação do veto que impôs ao PSDB. "Esperamos que o PT nacional volte atrás e que as lideranças, como Pimentel, se esforçem mais para isso", afirmou Castro. Nos bastidores, lideranças petistas afirmaram que Aécio já sabe que é praticamente impossível uma mudança de postura da direção nacional do PT.
11/07/2008 - Jornal Valor Econômico
Aécio e Pimentel lançam Lacerda em BH
(...) O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que ao lado de Aécio foi o arquiteto da candidatura de Lacerda, também buscou imprimir a dimensão nacional desta aproximação entre tucanos e petistas em Belo Horizonte., em torno da candidatura da chapa encabeçada pelo PSB. "O que estamos presenciando aqui é um ato político de dimensão nacional. Mostramos ser possível a convergência, com parcerias sólidas que deixem de lado o sectarismo e o partidarismo mais rasteiro". Foi um desabafo de Pimentel em relação ao veto imposto pela direção nacional do partido à participação oficial do PSDB na aliança.(...)
11/11/2008 - Jornal Hoje em Dia
Pimentel defende nomes do PSDB para 2010
Em entrevista ao jornal, Fernando Pimentel declara que os nomes colocados para a eleição de 2010, principalmente a presidencial, são muito qualificados e citou, em primeiro lugar os adversários: "Não é porque são adversários de partido que eu vou tirar o mérito das pessoas. No campo do PSDB, os dois nomes que estão postos, o governador José Serra e o governador Aécio Neves são pessoas extremamente qualificadas e têm compromisso com este país. Não seria nenhum desastre para o Brasil se um destes dois homens públicos fossem escolhidos pelo voto para ocupar a cadeira de presidente", disse o prefeito.
11/02/2009 - Jornal O Tempo

Entrevista de Fernando Pimentel à revista Veja
Abaixo estão trechos da entrevista de Fernando Pimentel nas páginas amarelas da Revista Veja, onde ele não defende o partido, faz o jogo da revista que é reconhecidamente anti-petista e ainda ataca de maneira grosseira os petistas mineiros que não concordaram com a sua aliança com os tucanos que acabou por entregar a prefeitura de Belo Horizonte de mão beijada ao PSDB. E ele ainda reforça novamente o seu apoio político ao governador mineiro.

Confiram:

Veja - Parte do PT mineiro tenta barrar seu ingresso no governo federal sob a justificativa de que o senhor entregou a prefeitura de Belo Horizonte a um aliado do PSDB.

Fernando Pimentel – (...) Quanto à prefeitura, ocorreu o contrário: ganhamos uma eleição que tinha tudo para ser perdida. O PT atravessava o que eu chamo de "síndrome da derrota". Fazia dezesseis anos que estávamos no poder e o risco de perder era real, pois enfrentaríamos um candidato do governador Aécio Neves, um líder fortíssimo. Em um segundo turno, seriam todos contra o PT. A candidatura do partido foi oferecida a Patrus Ananias (ministro do Desenvolvimento Social), o único que podia nos conduzir à vitória, mas ele não quis. Agora, fica aí se dizendo alijado. A aliança com Aécio permitiu eleger um candidato do nosso campo político.
Veja - Por causa dessa aliança, o senhor é acusado de só pensar em se viabilizar como candidato à sucessão de Aécio.

Pimentel - O discurso de 2010 é balela, mas reconheço que há uma divisão no PT. O que está em jogo no partido – não só em Minas, mas em todo o país – é mais complicado. De um lado estão aqueles que, como eu, querem que o PT incorpore a nova classe média, que veio à tona no governo Lula. Do outro, estão aqueles que querem que o PT continue a ser um partido de inspiração bolchevique. Essa gente ainda acredita que o sujeito tem de ler O Capital e rezar pela cartilha marxista-leninista para militar no PT. Um setorzinho xiita de Minas pensa assim e levou de roldão líderes como Patrus Ananias e Luiz Dulci (secretário-geral da Presidência). A maioria do partido e o presidente Lula não têm essa concepção estreita.

Veja - O candidato do PT não deve criticar Aécio?

Pimentel - Ou reconhecemos que ele faz uma boa gestão, ou chamaremos os mineiros de burros. Afinal, a maioria da população aprova seu governo. Da mesma forma que Aécio diz que, se for candidato a presidente, não será um anti-Lula, se eu for candidato ao governo de Minas, não serei um anti-Aécio.

11/02/2009 - Revista nVeja

Entrevista de Fernando Pimentel
Leia trechos da entrevista, onde o ex-prefeito continua reforçando o governo tucano de Aécio Neves e chega ao ponto de dizer que o Pt não deve fazer campanha contra Aécio no Estado:
Estado de Minas - O governador Aécio Neves fala muito numa agenda pós-Lula. O senhor tem uma agenda pós-Aécio para Minas Gerais?Fernando Pimentel - Eu até tenho dito isso. Que essa ideia do pós-Lula, que é uma ideia muito bem pensada pelo governador Aécio Neves, talvez tenha que se repetir em Minas, pensar Minas por Aécio. Por que isso se coloca? Porque o governador Aécio Neves está se referindo a um governo muito bem avaliado. Então, você não pode fazer uma campanha, ele sabe disso, anti-Lula, porque quem tentar fazer isso no Brasil certamente não terá um bom resultado eleitoral. A mesma coisa em Minas. Defendo dentro do meu partido que nós não podemos fazer uma campanha contra um governo como o do governador Aécio, que tem hoje avaliação positiva de 70% ou mais dos mineiros. Então, tem que se tratar o que é possível fazer além do que está sendo feito, o que é possível fazer diferente do que está sendo feito, e não contra, e não desmontando aquilo que foi feito e que é bem avaliado. Por isso que se coloca a questão do pós-Aécio. Eu acho que a campanha em Minas terá muito essa característica: quem pode fazer Minas avançar mais a partir do que está feito, porque indiscutivelmente o governador Aécio fez um bom governo.
Estado de Minas - Entre os nomes do PSDB, o Serra é um candidato mais fácil de ser batido?Pimentel - Eu não acho. Acho que os candidatos que estão colocados no campo da oposição, que são apenas dois, são extremamente respeitáveis e competentes. E têm de ser respeitados como tal. Tanto o governador Serra quanto o governador Aécio Neves. E vou dizer mais: são dois nomes qualificados para ser presidente da República.
Agora, o eleitor escolherá o melhor projeto: se é o de continuidade deste governo, que eu acho que está dando certo, se é de uma mudança.

23/08/2009 - Jornal Estado de Minas

Colaboração: Flávia Araújo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Rasteira em Aécio - Após filiação, Sérgio Reis apoia Serra

Apresentado como grande conquista do Partido da República, que compõe a base do governo mineiro, candidato surpreende O Partido da República (PR), que compõe a base de sustentação e apoio do governador mineiro, participando inclusive do governo com indicados para diretoria da Codemig e Copasa, precisa afinar o discurso de seus filiados.
“Esperar um procedimento politicamente coerente de um cantor é exigir muito, porém é necessária no mínimo disciplina partidária”, reclama um dirigente do partido após entrevista do cantor Sérgio Reis a uma revista artística paulista.
A reportagem do site O Fuxico relata que após se filiar ao Partido da República (PR), com o objetivo de disputar uma vaga de deputado federal por Minas Gerais em 2010, Sérgio Reis já faz planos para a carreira política.
Em entrevista, o cantor falou da emoção de disputar pela primeira vez uma eleição. Enquanto prepara a mudança para Belo Horizonte, Sérgio Reis confessa que se orgulha de conhecer cerca de 900 municípios do Estado de Minas. E garante: “Conheço mais Minas que o Aécio Neves”. (Uma correção: Minas Gerais tem apenas 853 municípios).

Confira a entrevista

O Fuxico: O que o levou a se filiar ao Partido da República (PR) pelo Estado de Minas Gerais?
Sérgio Reis: Minha ligação com Minas é muito forte.
Este é o estado brasileiro onde mais vendo discos e realizo shows. Devo muito a este povo, que me deu uns 80% do que conquistei ao longo da minha carreira. E, hoje, me sinto pronto para disputar uma vaga na Câmara Federal. Achei que já estava preparado para isso.
OF: Qual será sua plataforma de campanha?
SR: Optei por três pontos importantes: saúde, educação e infraestrutura.
As estradas que cortam Minas são terríveis. Viajo muito com meu ônibus e sei bem o que digo.
Além disso, fiquei chocado ao saber que alguns hospitais não fazem tomografia por falta de aparelhos.
Há pouco tempo, cheguei em São João Del Rei e soube que os médicos estavam em greve. E os doentes, como ficam?
OF: Você é muito popular entre os caminhoneiros. Fará uma campanha focada neste público?
SR: Eles gostam das minhas músicas, acompanham há anos meus programas de rádio... Mas, também sou popular entre as donas de casa e pessoas que gostam de música sertaneja.
Nas próximas semanas, vou divulgar a minha candidatura à Câmara Federal.
OF: Alguns artistas foram criticados por ingressar na política. Tem receio de enfrentar essa situação?
SR: Sei que o Gilberto Gil, por exemplo, não cuidou de certas áreas da cultura e não agradou a classe artística.
Mas, acredito que a minha carreira foi mais que uma faculdade. Conheci pessoas de todas as classes, problemas de todos os gêneros e passei a me relacionar com muitos políticos, com quem aprendi muito ao longo dos anos.
OF: Com tantos escândalos políticos, não tem medo por sua imagem?
SR: Não! Estarei lá para sugerir, dentro da minha capacidade, algumas melhorias para o povo. Eu sou uma pessoa correta, envolvida com o social e popular até entre os políticos. Isso vai facilitar muito a minha passagem pela câmara. Mas, nunca escondi de ninguém que o jogo de interesses me irrita...
OF: Poderia dar um exemplo?
SR: Essa história do Lula proteger o Sarney me tira do eixo. Mas, se ele não fizer isso, não conseguirá apoio para eleger a Dilma Russef... Falo de todo coração que não tenho medo de ninguém.
E mais: garanto que conheço bem mais os problemas sociais de Minas, que muitos políticos que o representam.
OF: Diz isso por viajar muito pelo Estado com seus shows?
SR: Claro! Desde 1973 faço shows em Minas Gerais, onde me apresentei em 853 cidades. Em algumas delas já estive mais de dez vezes. Conheço mais Minas que o Aécio Neves. Ele é muito jovem.
OF: Então, não acredita que ele tenha chance de se tornar Presidente da República?
SR: Ainda não. O Aécio pode ser dedicado, estudioso, mas ainda é moço. Tem menos experiência que o José Serra, que fez um bom trabalho no Ministério da Saúde e administrou São Paulo, que é gigante e cheio de problemas.
OF: Qual sua ambição política?
SR: Não tenho. Quero apenas retribuir tudo que conquistei com meu trabalho. Se tenho dinheiro e sucesso, devo aos brasileiros que compraram meus discos, foram aos meus shows, conferiram meus programas. Ajudo projetos sociais não por ser bonzinho, mas por consciência de que é minha obrigação. E se um dia eles quiserem me levar ao Senado, terei obrigação de representá-los. Veja o caso do Frank Aguiar. Ele é um menino inteligente, do bem, que se preocupa com o povo do Piauí e vai crescer muito mais na política.
OF: É verdade que pretende se mudar para Belo Horizonte?
SR: Sim. Eu e minha mulher andamos analisando alguns imóveis, mas vamos decidir com calma. Adoro esta cidade e há tempos vinha planejando isso. Agora tenho uma ‘desculpa’.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Patrus reúne bancadas do PT, PMDB e PC do B

Deputados estaduais do PT, do PMDB e do PCdoB receberam para um almoço na última quarta-feira, dia 23,
em Belo Horizonte, o ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.
No encontro, Patrus confirmou a sua condição de pré-candidato ao governo de Minas e enumerou dois fortes motivos para a formação de uma aliança entre os partidos que integram a base de sustentação do governo do presidente Lula: para garantir um palanque forte à pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, em Minas; e para a elaboração de um projeto para o Estado que tenha como prioridade as questões sociais, como "tem o governo Lula".

domingo, 27 de setembro de 2009

ALMG: A Casa dos Horrores

Deputados abandonaram a ética, adotando a "teoria dos resultados". Já existe tabela de preço para votação de matérias
O despreparo para o exercício do mandato de deputado somado ao estímulo recebido da presidência da Casa Legislativa transformou a Assembleia mineira em um antro de perversão.
Os poucos parlamentares que não participam “do esquema” são obrigados a se isolar em seus gabinetes, para não terem que presenciar grotescas situações.
Como acontece nas esquinas das grandes cidades, o projeto legislativo antes de ir ao plenário recebe um “defensor”, que irá negociar com as diversas “bancadas” o “apoio” aos mesmos. A moeda utilizada muitas vezes é a divisão da escolha das empresas que executaram a obra ou o serviço, transferindo para estas a tarefa de “compor” com o deputado.
Evidente que existem aqueles que se profissionalizaram no exercício de seus “mandatos”, negociando seus apoios em troca de benefícios para suas empresas ou de seus familiares.
Exemplo desta prática é o deputado Diniz Pinheiro (PSDB) que, em menos de dois mandatos, transformou a garagem de ônibus de aluguel “Transmoreira”, pertencente à sua esposa, em uma das maiores concessionárias de ônibus da Região Metropolitana de Belo Horizonte, sem dizer que nas cidades de sua base política é ele quem determina qual será a empreiteira que executará as obras da Cemig e da Copasa ou de qualquer empresa e autarquia pertencente ao Estado.
Inclusive, há pouco tempo, o DER teve que realocar a construção de um trevo em Ibirité, para favorecer uma área pertencente a um dos familiares do deputado citado acima.
O trajeto das estradas a serem abertas ou reformadas na região de cada deputado é previamente avisado para que os mesmos indiquem quem executará a obra ou até mesmo fornecer o material a ser utilizado, caso de Djalma Diniz (PPS) que é hoje o maior produtor de massa asfáltica do Estado. Sem dizer que os “parlamentares” compram a preço de banana os imóveis que serão beneficiados pela obras.
Assim como na criação de boi, onde nem o berro do animal se perde, na Assembleia Legislativa de Minas até a compra de papel higiênico é indicada por um parlamentar.
Os diversos esquemas criminosos instalados em Minas Gerais têm seus representantes na Casa, como é o caso do deputado Alberto Pinto Coelho, presidente da Assembleia, que defendeu abertamente a Máfia dos Combustíveis.
Evidente que existem os parlamentares que se especializaram na defesa de outros Poderes em troca de regalias e impunidades para seus crimes, caso do deputado Durval Ângelo (PT), especializado na defesa dos interesses do Judiciário. Em troca vem permanecendo impune, mesmo diante da condenação de seu colega deputado federal pela prática de crime similar.
Há pouco tempo o deputado Mauri Torres (PSDB), ex-presidente da Casa, resolveu dar de presente um luxuoso apartamento para sua então namorada. Até aí tudo bem, se o dinheiro não fosse da verba de publicidade da Assembleia, conforme demonstrado em inquérito adormecido na Procuradoria de Justiça, outra enorme beneficiária no esquema de “troca” com o Legislativo.
É uma pena que estas práticas repudiadas até tempos atrás tenham se tornado uma regra. Nenhum partido está excluído.
Fonte: Novo Jornal

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Patrus reafirma unidade no PT e partidos aliados em torno de sua candidatura ao governo de Minas

Em almoço com as bancadas de deputados estaduais do PT, PMDB e PC do B, na Assembleia Legislativa, nesta quarta, 23/9, o pré-candidato ao governo de Minas, Patrus Ananias, em entrevista à imprensa, afirmou que trabalha para unificar o PT e ampliar a interlocução com partidos que formam a base política do governo Lula. “O PMDB participa do governo Lula. Hoje estamos conversando com a bancada do PMDB e nas viagens que temos feito pelo interior mineiro, temos recebido apoio de lideranças regionais, prefeitos, vereadores e jovens do partido.”
Sobre a disputa interna no PT, Patrus disse que não teme o debate ou as prévias. “O PT tem tradição histórica de fazer o debate, a disputa de ideias, de realizar prévias. Existem duas pré-candidaturas. O debate democrático faz parte da vida do PT. Não tememos o debate ou as prévias. Já disputei seis eleições, já tivemos prévias com três candidatos e, ao final, eu saí vitorioso e recebi o apoio dos demais companheiros que a disputaram.” Patrus é o pré-candidato ao governo de Minas apoiado pela Articulação, que apoia Gleber Naime como candidato a presidente do PT/MG.
O pré-candidato ao governo de Minas pelo PT reafirmou o respeito a todos os que concorrem e disse que “trabalho dentro dos limites éticos para vencer as prévias do partido e vencer as eleições. O que está colocado é a minha candidatura, que recebe bons apoios, tem boa energia e está crescendo.”
Fonte: Articulação PT Minas

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vaiado, Kléber é "destaque" por cotovelada em Wendel

Lateral deixou o campo com suspeita de fratura na mandíbula, que teria acontecido em disputa com o atacante do Cruzeiro
Redação IG Esportes e Gazeta Esportiva
Uma noite a ser apagada da carreira de Kléber. Depois de toda a pressão sofrida da torcida do Cruzeiro, o Gladiador teve uma atuação apática contra seu ex-time, o Palmeiras. Por isso, foi substituído aos 30 minutos do segundo tempo e acabou vaiado por boa parte dos torcedores da casa.
Para completar, Kléber se viu envolvido em uma nova polêmica por seu estilo truculento em campo. Azar do lateral direito Wendel, que levou uma cotovelada do ex-companheiro em uma cobrança de escanteio. Ensanguentado, o camisa 17 deixou o gramado e abriu chance para uma boa estreia do chileno Figueroa, que mostrou segurança em um momento de pressão.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Manifestantes violam toque de recolher

Milhares de pessoas permanecem à frente da Embaixada do Brasil. Zelaya voltou de surpresa ao país nessa segunda-feira

Milhares de seguidores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que voltou de surpresa ao país, desafiaram o toque de recolher imposto nessa segunda-feira (21) pelo governo interino de Roberto Micheletti, e se reuniram em frente à Embaixada brasileira, em Tegucigalpa, onde o líder está alojado.
Enquanto os simpatizantes de Zelaya quebravam a ordem e realizavam uma festa, um helicóptero militar sobrevoava a região e um pequeno grupo de policiais se posicionava a cerca de 100 metros de distância.
Não há informações sobre confrontos ou detidos.
O toque de recolher teve início na noite de segunda e foi estendido até a tarde desta terça-feira (22). O breve comunicado, lido em cadeia nacional de rádio e televisão pelo secretário de Imprensa, René Zepeda, assinala que o governo restabeleceu o “toque de recolher em todo o país”, que começou às 16h na hora local (19h de Brasília).
Em princípio, o regime de Micheletti indicou que o toque de recolher finalizaria na
manhã desta terça. A mudança foi anunciada enquanto os opositores ao governo interino já estavam em vigília em frente ao prédio da Embaixada do Brasil.
O governo interino também suspendeu por tempo indeterminado os voos nos aeroportos do país. As medidas têm com objetivo impedir manifestações pró-Zelaya.
O clima no local é de tensão, pois assim que a noite caiu a energia no entorno do prédio da Embaixada brasileira, na região de Colonia Palmira, foi cortada.
“A partir de agora, ninguém voltará a nos tirar daqui. Por isso, nossa posição é pátria, restituição ou morte”, afirmou Zelaya diante dos milhares de simpatizantes que cercaram a Embaixada brasileira para comemorar a volta do presidente.
O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, disse nesta segunda à noite que agora considera encerrada a mediação da crise pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, devido ao retorno de Zelaya ao país. “Creio que o senhor Arias não tem absolutamente nada a fazer”, afirmou.
Micheletti pediu, também na noite desta segunda, que o governo brasileiro entregue o presidente deposto do país, para que ele seja submetido à Justiça. O governo interino protestou contra o Brasil por ter abrigado Zelaya e o responsabilizou por qualquer ato de violência que possa acontecer perto da sede diplomática, que está cercada de manifestantes favoráveis ao presidente deposto.
“Faço um apelo ao governo do Brasil que respeite a ordem judicial ditada contra o senhor Zelaya, entregando-o às autoridades competentes de Honduras”, disse Micheletti em cadeia de rádio e TV.
O Ministério de Relações Exteriores de Honduras divulgou nota de protesto contra o que considera uma “ingerência em assuntos privativos dos hondurenhos”, e, segundo o governo de fato, uma “flagrante violação do direito internacional”.

Trem da alegria de Aécio Neves

O Governador ´de Minas Gerais e provável candidato a Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), encaminhou a Assembleia Legislativa mineira, um projeto de lei que tenta efetivar, sem concurso público, 4.475 funcionários do Estado mineiro.
Trata-se de funcionários lotados no Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) e no Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais (IPSEMG). A oposição enxerga esta atitude como um verdadeiro trem da alegria, e vai entrar com uma ação para barrar a farra do governador. O Ministério Público também irá avaliar a legalidade da proposta.

domingo, 20 de setembro de 2009

Justiça quer decidir até dezembro futuro de servidores sem concurso

Daniela Lima - Correio Braziliense
Depois de 24 anos, o maior trem da alegria da história do Senado pode ter um desfecho na Justiça. Processo que tenta derrubar a efetivação de 1.554 servidores à base de uma canetada, em 1985, foi incluído no programa Meta 2 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cuja proposta é julgar até o fim deste ano disputas judiciais iniciadas antes de 2005.
A inclusão do processo na força-tarefa do Judiciário representa uma reviravolta no caso. Em 2006, 21 anos após seu início, uma decisão da Justiça Federal do Distrito Federal ordenou a anulação dos atos que efetivaram as pessoas sem concurso público. No mesmo ano, no entanto, a defesa contratada pelo Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis) conseguiu encontrar uma falha formal na elaboração da ação popular, fazendo com que a tramitação do processo voltasse praticamente à estaca zero.
Entre os beneficiados diretamente pelo ato do então presidente do Senado, Moacyr Dalla, existem pelo menos 11 falecidos, além de aposentados que recebem remuneração mensal segundo as regras do funcionalismo público.
Outros agraciados chegaram a ocupar os cargos mais altos da Casa nesses 24 anos. Na lista, estão jornalistas e parentes de políticos influentes, como Flávia Marcílio, filha do ex-presidente da Câmara Flávio Marcílio, e Ricardo Augusto de Rezende Dalla, filho de Moacyr Dalla. Também embarcaram no trem da alegria protagonistas dos mais recentes escândalos da instituição. Foi o ato questionado na Justiça que transformou em servidores públicos Agaciel Maia, ex-diretor-geral da Casa, e João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos, acusados de terem responsabilidade pelo arquivamento de decisões que serviram para nomear afilhados e parentes de políticos nos últimos 15 anos — os tais atos secretos.
Nomes que ainda exercem poder também foram efetivados pela canetada. Caso da atual diretora de Recursos Humanos do Senado, Doriz Marize Peixoto. Polêmica Em 1985, a efetivação foi um escândalo. Todos foram nomeados como funcionários da gráfica do Senado. Na ocasião, a imprensa colocou o número de funcionários do setor na ponta do lápis e concluiu que, se todos fossem trabalhar, cada um ocuparia um espaço de apenas 2,5 metros quadrados.
A ação popular que questiona as nomeações foi aberta por dois advogados de Brasília, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) passou a defender a anulação dos atos que criaram o trem da alegria. Ainda assim, a falha que abriu espaço para a defesa enterrar a decisão que pedia a anulação dos atos não foi corrigida. As citações dos servidores que respondem à ação foi feita por edital, prática hoje pouco usada pelo Judiciário. Os editais, no entanto, não alcançaram os herdeiros dos beneficiados com o trem da alegria. Com isso, o advogado que representava os servidores do Senado, Davi Machado Evangelista, conseguiu, na segunda instância, fazer com que o processo voltasse à estaca zero, desde a fase de citação dos envolvidos.
Hoje, no entanto, os funcionários do Senado estão sem advogado de defesa. O contrato com o escritório que lhes garantiu a permanência em seus empregos se encerrou em 2006. “Estamos conversando com os servidores, porque o sindicato não tem condições de arcar com os custos do processo”, disse o presidente do Sindilegis, Magno Mello.
A Advocacia-Geral da União argumentou que a falha na citação dos envolvidos com o processo foi resultado da ação inicial. “A AGU assumiu a ação quando esta já havia sido iniciada. Ainda assim, com todas as dificuldades do processo, reafirma o compromisso de ir até as últimas consequências na defesa da moralidade no serviço público”, declarou o coordenador-geral jurídico da Procuradoria da União da 1ª Região da AGU, Diogo Paulus.
Enquanto isso... O trem da alegria UAI anda a todo vapor, com a anuência do Sindisemp, do governador e da ALMG.
ADI/1186 - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Origem: MG - MINAS GERAIS Relator: MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE. PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA REQDO. GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS REQDO. ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Lançamento da candidatura Gleber reúne lideranças nacionais

Candidato ao PT Nacional, José Eduardo Dutra, diz que confia na unidade em Minas

O candidato a presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, que veio à Belo Horizonte para o lançamento da candidatura de Gleber Naime ao PT de Minas, na última quinta-feira, dia 10, elogiou, em entrevista coletiva, o Processo de Eleições Diretas do PT (PED) e disse que ele contribuirá para emular a militância para as eleições de 2010. “O PT é o único partido que faz processo direto para renovar a direção em todos os níveis. Só o PT tem essa ousadia e dinamismo, debate publicamente suas teses. É um processo que vem para mexer com a militância e prepará-la para o ano que vem.” Para Dutra, a existência de dois pré-candidatos ao governo de Minas mostra que o PT mineiro é um partido privilegiado. “ Acredito que esse processo vai se afunilando e no momento oportuno, objetivamente 31 de julho do ano que vem, teremos construído um cenário com candidatura competitiva, que para mim é a que for escolhida pelos filiados mineiros e unir o partido.”
Na entrevista, o candidato ao PT mineiro, Gleber Naime, foi enfático na defesa da candidatura do ministro Patrus Ananias ao Governo de Minas como a que tem maiores possibilidades de unificar o PT. “ O Patrus simboliza de maneira muito nítida em Minas o sucesso das políticas sociais e do governo Lula”. Gleber entende que o PED é um exercício democrático que contribuirá para “arrumar a casa, fortalecer o diálogo e a construção da candidatura do ministro Patrus com a ampla participação dos petistas”.
À noite, houve o lançamento da candidatura de Gleber Naime, no restaurante Raja Grill, reunindo vereadores, deputados estaduais e federais, lideranças regionais e militantes do partido. Também estavam presentes os ministros Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e Luiz Soares Dulci, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, e o presidente do PT nacional, Ricardo Berzoini.
Fonte: Blog dos Amigos do Governador Patrus

Blog do Patrus

No ar desde o dia 6 de setembro, com lançamento oficial no dia 8, o Blog do Patrus foi festejado por políticos, amigos e admiradores de sua carreira política, em comentários saborosos e estimulantes à sua pré-candidatura ao Governo do Estado.
Traz artigos do ministro desde 2007 e comentários seus sobre a História de Minas. “Patrus, é uma alegria estar aqui com você e com todos. Teu futuro, Patrus, é muito grande. É difícil ter uma carreira com tanta nitidez como a sua”, escreveu o cartunista Ziraldo. Vale a pena conferir e deixar o seu recado: http://www.blogdopatrus.com.br/
Fonte Blog dos Amigos do Governador Patrus

Prefeito e a vice de Itinga têm os mandatos cassados

O prefeito e a vice-prefeita de Itinga, no Vale do Jequitinhonha, tiveram os mandatos cassados pelo juiz da 1° Vara da Comarca de Araçuaí, Valter Zuiquer Sbailer Júnior.
De acordo com a sentença, Charles Azevedo Ferraz e Arlete Maria Batista Santos são acusados de abuso de poder econômico e compra de votos.
Segundo o TRE, Charles Azevedo Ferraz e Arlete Maria Batista Santos foram reeleitos em 05 de outubro de 2008, com 3.540 votos, 47,95% dos votos válidos.
Por telefone, os assessores do prefeito Charlão (foto) e da vice Arlete disseram que vão pedir efeito suspensivo da decisão, no TRE- Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, em Belo Horizonte.
Fonte: Blog do Banu

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Mensalão PSDB:Ministro Joaquim Barbosa encaminha processo para análise pelo Plenário

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que apura fatos relacionados ao mensalão tucano mineiro, concluiu a análise da matéria. Conforme o andamento processual do site do Supremo Tribunal Federal, o ministro apresentou o caso para julgamento, devendo entrar em breve na pauta do Plenário.
O inquérito investiga a prática dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, durante a campanha para a reeleição do atual senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais, em 1998. Caso a denúncia contra o senador seja aceita, ela passará a figurar como réu em ação penal no STF.
Em maio, Joaquim Barbosa decidiu desmembrar o inquérito. Com a decisão, apenas Azeredo será investigado no STF, cabendo à Justiça Federal em MG analisar o processo quanto ao publicitário Marcos Valério e outros investigados.
Denúncias
O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG) acusou o publicitário Marcos Valério e outras 26 pessoas, incluindo diretores e ex-diretores do Banco Rural, de terem criado em Belo Horizonte um esquema considerado embrião do mensalão, que ficou conhecido como mensalão mineiro.
Segundo o MPF, os acusados construíam uma estrutura que utilizava a simulação ou o superfaturamento de contratos de publicidade firmados com o governo estadual. Empresas privadas - incluindo instituições financeiras - que tinham interesses econômicos junto ao Estado de Minas Gerais também participariam do esquema. Os recursos assim obtidos eram, em sua maioria, destinados à campanha eleitoral e tinham sua distribuição pulverizada entre os colaboradores da campanha, como contraprestação aos "favores" prestados.
Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República, foram desviados, pelo menos, R$ 3,5 milhões de reais dos cofres públicos de Minas Gerais para a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo.
O senador Eduardo Azeredo é o fundador do mensalão mineiro, e autor do projeto de lei de censura a internet.
Veja aqui farta documentação da Polícia Federal que comprovam o tucanoduto. Inq/2280 - A PGR acusa de Crimes Praticados por Funcionários Públicos contra a Administração em Geral, Peculato, Crimes Previstos na Legislação Extravagante, Crimes de "Lavagem" Ocultação de Bens, Direitos ou Valores.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Andréa Neves ascende como guardiã da imagem do irmão

Ao contrário de José Serra e de Aécio Neves que passam mais tempo dormindo e passeando do que trabalhando, Andréa Neves - irmã do Aécio - dorme tarde e acorda cedo, como o Lula e a Dilma, e é quem governa, de fato, o Estado de Minas Gerais, nestes sete anos, junto com Antonio Anastasia e Danilo de Castro.

Uma menção aparentemente gratuita da Polícia Federal no inquérito sobre o mensalão mineiro jogou luz sobre uma das peças-chave do governo de Aécio Neves (PSDB). A referência traz à superfície a discreta jornalista e historiadora Andréa Neves da Cunha, 48 anos, irmã mais velha de Aécio, oficialmente chefe do serviço de assistência social do Estado e comandante de fato da área de comunicação da administração.
O texto acima foi extraído do site Associação dos Delegados de Polícia Federal, que diz mais:
Conhecido por delegar funções (botar os outros para trabalhar por ele - comentário do FBI), Aécio assenta seu governo em um tripé: a parte administrativa está sob o comando do vice-governador Antonio Junho Anastasia, a costura política local fica a cargo do secretário de Governo, Danilo de Castro. Imagem e estratégia estão com a irmã.
Hábil em operações de blindagem e preservação de imagem, Andréa Neves só conversa sobre si com jornalistas amigos.
Fonte: Festival de Besteiras da Imprensa

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Justiça cassa mandato de prefeito de Timóteo

Denúncia de compra de votos partiu do segundo colocado nas eleições em Timóteo; ele será empossado como novo prefeito O juiz eleitoral, Ronaldo Batista de Almeida, determinou, em primeira instância na manhã de ontem (terça-feira - 8), a cassação do mandato do prefeito de Timóteo, Geraldo Hilário (PDT). Primeiro colocado nas eleições do ano passado, ele é acusado de irregularidades na campanha. Segundo denúncia apresentada pelo segundo colocado, Sérgio Mendes (PSB), Geraldo teria fornecido combustíveis em troca de votos.
A atual administração municipal informou que não foi notificada formalmente sobre a cassação. A decisão ainda cabe recurso.
Em 2007, Hilário havia assumido a prefeitura após a saída do então prefeito, Geraldo Nascimento. Dessa vez, ele deixa o comando do município por motivos parecidos.
Enquanto isso... Em Montes Claros o caloteiro prefeito ficha suja Tadeu Leite - que construiu até prédio fantasma, continua livre e zombando da justiça. Aliás, o churrasco com os juízes e com donos de jornais está acontecendo onde mesmo?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Poder sem Pudor

Denunciada e indiciada por práticas ilícitas quando prefeita de Três Pontas, Adriene Barbosa assume vaga de conselheira
A ausência de princípios éticos questionados em todo País é relativamente pequena se comparada com o que vem ocorrendo em Minas Gerais.
Enquanto no passado a probidade era quesito fundamental para o exercício da função pública, atualmente inverteu-se a lógica, ou seja, apenas os desonestos ocupam funções públicas. Não se trata de uma pequena minoria, mas sim da maioria.
A atribuição de fiscalização das atividades das empresas, autarquias e outras entidades públicas exercida pelo Tribunal de Contas, legalmente permaneceu onde estava. Porém, a prática dos conselheiros é que mudou.
Desta forma, podemos afirmar que não precisamos de novas leis, apenas de pessoas que as cumpram.
Na Corte do Tribunal de Contas, sem dúvida de errar, os mais crédulos dizem que 90% dos conselheiros são desonestos. Não se trata de acusação, basta aferir o “prontuário” de cada um dos integrantes da Corte, uma vez que currículos poucos têm.
Para confirmar o que noticiamos, são atualmente conselheiros do Tribunal de Contas:
Wanderley Geraldo de Ávila (investigado pela Polícia Federal, processado e indiciado)
Antônio Carlos Doorgal de Andrada (investigado pela Polícia Federal, processado e indiciado)
Adriene Barbosa de Faria Andrade (investigada pela Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Federal, processada e indiciada)
Eduardo Carone Costa (sem investigações e processos).
Elmo Braz Soares (investigado pela Polícia Federal, processado e indiciado).
Como pode uma Corte como esta continuar a julgar as contas públicas do Estado de Minas Gerais?
Os conselheiros do Tribunal de Contas vêm aprovando a mais variada gama de negociatas, conforme comprovado por inquérito da Polícia Federal.
Quase que a totalidade dos atuais conselheiros foi indicada pelo Executivo. Desta forma, tudo leva a crer que ao Executivo interessa esta situação.
O Executivo não pode sequer alegar que não sabia. Entretanto, o absurdo ultrapassou o limite do pudor na indicação da conselheira Adriene. A justificativa foi que a mesma era “namorada” de Clésio Andrade, na época vice-governador de Minas.
O sindicato dos funcionários do Tribunal de Contas chegou a ajuizar uma ação contra sua indicação. Até hoje nada adiantou.
A imoralidade é tão grande que particulares estão encaminhando ao Judiciário e ao presidente do Tribunal (sic) denúncia de suspeição contra os conselheiros, como a encaminhada contra a conselheira Adriene. (cópia abaixo).
Já que vale a indicação de namorada, a exemplo de Napoleão, inclusive Clésio parece com Napoleão, só falta agora acontecer como ocorrido no Senado Romano, quando Calígula indicou seu cavalo Incitatus para compor o Senado.
Evidente que, segundo funcionárias do Tribunal, só falta o cavalo Incitatus. Calígula já existe.
Há pouco mais de um mês, o então candidato à vaga de conselheiro, deputado Irani Barbosa, denunciou da Tribuna da Assembleia Legislativa a maneira pouco ortodoxa adotada pelos deputados para escolha do novo conselheiro.
Será que não estaria na hora de mudar o modelo de indicação para provimento do cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas?
Fonte: Novo Jornal

domingo, 6 de setembro de 2009

Aécio questiona favoritismo de Serra e vai à disputa

ABr/Folha/-
O governador de Minas, Aécio Neves, informou à direção do PSDB que vai “esticar a corda” na disputa que trava com o colega José Serra, de São Paulo.
-O PSDB organiza eleições prévias. No momento, faz o recenseamento de seus filiados. Mas dava-se de barato que o acordo dispensaria a prévia. Deu chabu.
-Aécio, que parecia ter refluído da idéia das prévias, voltou à carga. “Estou muito mais animado hoje do que há três meses”, disse ele a um amigo, na última sexta (4).
-Porém, a despeito do que chama de “uma boa largada” do rival, Aécio acha que reúne mais condições de prevalecer sobre o candidato de Lula.
-Manuseando as pesquisas, Aécio argumenta que sua taxa de rejeição é menor do que a de Serra. Reuniria, segundo esse raciocínio, mais condições de crescer.
-Realça o fato de que Serra exibe posição estacionária nas sondagens eleitorais, com leve oscilação para baixo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Alencar se livra de acusação de fraude

Justiça Federal em Minas livrou o vice-presidente da acusação de ter manipulado, em 1998, a cotação de ações na Bovespa
Após cinco anos de processo, a Justiça Federal em Minas Gerais livrou o vice-presidente da República, José Alencar, da acusação de ter manipulado, em 1998, a cotação de ações na Bovespa em benefício próprio.
O juiz Antônio Cláudio Macedo da Silva, da 16ª Vara Federal de Belo Horizonte, considerou que houve má-fé do Ministério Público Federal ao denunciá-lo, em 2004, e determinou que o órgão o indenize. O MPF terá que pagar os honorários advocatícios e demais gastos de Alencar durante o processo. Não foi analisado o mérito da acusação contra o vice-presidente. Em relação aos outros acusados, o juiz entendeu que não houve fraude.
O advogado de Alencar, Oscar Dias Corrêa Filho, não quis comentar o caso, por ainda caber recurso. Em 1998, ano em que Alencar se elegeu senador por Minas Gerais pelo extinto PL, ele presidia o Conselho de Administração da Encorpar S.A., cujo maior acionista era a Wembley S.A., controlada por ele.
A Fiação e Tecelagem São José S.A., da qual a Encorpar era acionista, vinha de resultados ruins e suas ações estavam avaliadas em R$ 0,65. No entanto, no início de 1998, suas ações se valorizaram 215% em 42 dias. Segundo a denúncia, em ação orquestrada por Alencar, com a participação de outras duas corretoras, pequenos lotes de ações passaram a ser comprados quase diariamente. Em maio, logo após ter se tornado controladora da São José, a Encorpar vendeu R$ 4,4 milhões em ações para o Ceres (fundo de pensão da Embrapa e da Embraer).
O procurador responsável pela denúncia, Fernando de Almeida Martins, informou que irá recorrer da decisão. O juiz entendeu que, como presidente do conselho da Encorpar, Alencar não tinha poderes de gestão. Além disso, segundo o magistrado, a denúncia foi oferecida sem fatos novos em relação ao resultado final de investigação conduzida pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), em 2000.
Apesar de uma comissão sindicante ter responsabilizado Alencar, o Colegiado da CVM o isentou de responsabilidade nas irregularidades apuradas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"Deputado do castelo’ move ação por danos morais contra jornal

O deputado federal Edmar Moreira (PR-MG), que ficou conhecido como “deputado do castelo”, entrou com processo contra o jornal Diário do Comércio. A ação pede indenização por danos morais de valor maior que a sua remuneração anual, de R$ 200 mil. O deputado também pede que reportagens sejam retiradas da internet.
O editor do site, Luiz Octávio Lima, e o repórter Sérgio Kapustan também são alvos do processo. O diretor de redação do Diário, Moisés Rabinovici, informa que a ação está em fase inicial e que ainda não está claro como cada réu é citado.
Rabinovici explica que as informações publicadas pelo jornal foram, em grande parte, produzidas pela Agência Estado. Lembra ainda que o caso está presente no Museu da Corrupção, criado pelo Diário.

“Renascimento da censura?”
Na terça-feira (01/09), o jornal publicou um editorial no qual classifica a ação movida pelo deputado como uma tentativa de censura.
“Mas o castelo é apenas o símbolo ou emblema visível da corrupção. A questão que se coloca é o novo modo de afrontar a liberdade de imprensa. (...) Não será este exercício de ações indenizatórias o renascimento da censura?”, questiona o veículo.

"Dano moral sofreu o Brasil"

O editorial ainda critica a “indústria do dano moral”, e afirma que a ação não vai intimidar o veículo.
“Para o jornalismo a ameaça faz tão somente aumentar a disposição e a vigilância. Por isso reiteramos o que o deputado do castelo não quer ouvir ou não percebeu: dano moral sofreu, sim, o Brasil!”
Edmar Moreira possui um castelo avaliado em cerca de R$ 25 milhões na cidade de São João Nepomuceno, no interior de Minas Gerais. O deputado também foi julgado e absolvido pelo Conselho de Ética da Câmara em ação que levantava suspeitas de irregularidades na utilização da verba indenizatória.
“O DC e a imprensa não ingressaram em assuntos privados do ser humano Edmar Moreira. Tudo que contra ele foi levantado e até provado, embora os amigos o tenham livrado da cassação do mandato, é assunto político, de interesse da sociedade dos representados que não quer uma imprensa dócil ou manipulada”, diz o editorial.
Fonte: Comunique-se

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Clésio Andrade é indiciado pela PF

"O indiciamento de Clésio é tido como `momento histórico´, para a política nacional"
O que parecia impossível está ocorrendo.


O pequeno ex-empresário de ônibus cresceu organizando "caixinhas" para suborno de funcionários públicos em troca de aumento tarifário, além de políticos do executivo e legislativo mineiro, o que possibilitou ao final do governo Collor a fundação da entidade representativa da categoria em nível nacional - CNT (Confederação Nacional dos Transporte) - que vem presidindo desde então.
Tido como "competente", pouco tempo após assumir a CNT se transformou no principal financiador de campanhas políticas em todo o País, tendo inclusive ocupado o cargo de vice-governador e suplente de senador por Minas Gerais desde o início da década de 90.
Nos últimos anos vem comparecendo na mídia nacional noticiando gratuitamente pesquisas de opinião pública de popularidade, sempre em relação ao presidente da república e dos governadores do Estado. Até mesmo temas polêmicos como o terceiro mandato de Lula foi pesquisado por patrocínio da CNT.
Demonstrando o quanto é poderoso, Clésio Andrade esteve envolvido nos maiores esquemas de corrupção que abalaram a República na última década, dentre eles o Mensalão e Valerioduto. Em ambos saiu praticamente ileso diante da remessa das investigações pelo Supremo Tribunal Federal para o Ministério Público e Judiciário mineiro.
Porém, para sua surpresa e dos beneficiados por seu esquema, tramitava na Polícia Federal em completo sigilo o inquérito nº. 830/2008 para apurar as diversas práticas criminosas de Clésio. Só em julho do ano passado, após ajuizar um habeas corpus na 4ª Vara Federal de Minas Gerais, Processo nº. 2008.38.00.017827-0, o advogado de Clésio Andrade teve acesso ao inquérito.
Diante do arguido por sua defesa o processo foi remetido para "Reexame Necessário Criminal", na 2ª Instância Federal em Brasília. Por unanimidade o recurso impetrado foi negado, continuando a tramitação do inquérito na Justiça Federal mineira.
O silêncio sobre o assunto imposto por Clésio a respeito dessa investigação foi tão grande que sequer contratou-se um advogado em Belo Horizonte, permanecendo em sua defesa no processo um jurista do Distrito Federal.
Segundo assessores próximos de Clésio ele tentava evitar que outros membros da CNT tomassem conhecimento e exigissem sua saída.
Pelo visto, o que evitava ocorreu. A maioria dos membros da CNT quer que ele se licencie tão logo seja apresentada e aceita a denúncia. Novojornal consultou diversas lideranças que participam da CNT e quase a totalidade entende que: "Clésio já deveria ter se licenciado desde que foi indiciado".
Segundo um procurador federal que teve acesso ao inquérito "diante das provas colhidas dificilmente o Ministério Público Federal deixará de apresentar denúncia contra Clésio Andrade".
Quando Novojornal noticiou há uma semana que o quadro dos possíveis candidatos ao Senado poderia ser alterado com a possível condenação de Clésio e do senador Eduardo Azeredo, suas assessorias contradisseram, informando que mesmo diante de uma condenação existiriam mais duas instâncias judiciais para percorrer e que dificilmente isso acabaria antes das eleições de 2010.
Até então completamente silencioso, dia depois da citada reportagem, em entrevista a um jornal da capital mineira, Clésio Andrade confirmou que seria candidato a senador ou a governador de Minas e que apoiaria o PSDB apenas se o governador Aécio Neves fosse candidato a presidente. Caso contrário, apoiaria o candidato a presidência do PT.
Segundo diversos jornalistas que cobrem o Senado, na tentativa de remeter o processo para o Supremo Tribunal Federal, atrasando seu andamento, Clésio vem articulando para que o senador Eliseu Resende se licencie para que ele assuma em seu lugar. O que só não ocorreu, segundo esses jornalistas, devido a atual situação escandalosa do Senado Federal.
O poder judiciário em todo país está atento para coibir as tradicionais manobras de candidatos que postergam a tramitação de suas investigações e processos para que a opinião pública não tome conhecimento do fato e consigam eleger-se, adquirindo a famosa "imunidade".
Não por outro motivo que o presidente do TRE-MG informou que será divulgado pelo tribunal informações a respeito da vida pregressa dos candidatos.
Esse inclusive é o entendimento do TSE a respeito. Espera-se para a próxima semana a decisão da Justiça Federal mineira a respeito da aceitação ou não da denúncia contra Clésio.
Evidente que ele não estará sozinho. Trará consigo nomes de destaque na vida política e empresarial mineira e nacional.
Fonte: Novo Jornal

sábado, 29 de agosto de 2009

Fiscais protestam contra o governo de MG

Auditores da Receita realizaram ato público para denunciar o “maior arrocho salarial da história do funcionalismo de MG”

Os auditores fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais realizaram ontem quinta-feira (27), no início da tarde, em frente à sede da Secretaria de Fazenda, um grande ato público em protesto contra o governo do Estado que, segundo eles, impôs o “maior arrocho salarial da história do funcionalismo público mineiro, além de criar crescentes despesas com pagamento da dívida e gastos excessivos com propaganda oficial”.
Durante a manifestação, os auditores destacaram a postura “autoritária” do secretário de Fazenda, Simão Cirineu (foto), que, no período de nove meses transcorridos desde o início do movimento reivindicatório, se negou a negociar com a categoria e ameaça retaliar os profissionais do fisco que participam do movimento.
Entre as ameaças constam a transferência súbita de auditores para outras unidades de trabalho, o fechamento de postos de fiscalização, a proibição de reuniões e divulgação de material informativo nas repartições fazendárias e, a mais grave, a representação encaminhada pelo secretário de Fazenda ao Ministério Público Estadual tentando criminalizar o movimento da categoria.
Corte nos investimentos sociais

O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual (Sindifisco-MG) denunciou à sociedade o corte de R$ 450 milhões/ano em investimentos sociais em saúde, educação, moradia e segurança em Minas Gerais, enquanto o governo aumenta em mais de 25% os gastos em publicidade oficial.
O Sindifisco produziu os panfletos intitulados “Em nome da crise” e “Postos Fiscais de Minas sob Tortura”, que estão sendo distribuídos desde o início da semana em 20 pontos estratégicos da capital e nos postos de fiscalização do Estado.
Os panfletos denunciam a grave situação dos servidores dessas unidades, que estão sendo fechadas, abrindo caminho para a sonegação fiscal.
“Nos últimos anos, a dívida do Estado cresceu de R$ 35 bilhões para R$ 60 bilhões, e o governo, agora, faz um empréstimo de mais R$ 1 bilhão”, informou o presidente do Sindifisco, Matias Bakir, acrescentando que “o Centro Administrativo, orçado em R$ 500 milhões em 2006, já atingiu a cifra de R$ 1,5 bilhão”.
Após o ato público, os manifestantes seguiram em passeata até a Associação Médica de Minas Gerais, na Avenida João Pinheiro, centro de BH, onde participaram de assembleia geral da categoria.
Mais de mil auditores fiscais estiveram presentes à reunião, ocasião em que foram tomadas importantes decisões, tais como a continuidade do movimento reivindicatório e as novas estratégias de luta para manter mobilizada a categoria.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Três chapas ligadas à Articulação disputam o PED em Minas

Três chapas ligadas à Articulação PT Minas saem a campo, com 95 militantes, para disputar o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores. São eles que estão nas ruas, visitando os filiados e fazendo o debate político junto à base do partido, em busca do fortalecimento do Partido dos Trabalhadores.
As três chapas apresentam petistas dispostos a marchar junto à Gleber Naime, que disputa a presidência do PT no Estado e José Eduardo Dutra, candidato a presidente nacional do partido.
A massa petista que trabalha para consolidar a candidatura de Patrus Ananias ao governo de Minas está reunida em três chapas com características regionais:
Chapa 1, que reúne militantes do Norte, Noroeste, Zona da Mata e os Vales Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce, intitulada O Partido que Muda Minas e o Brasil com Patrus e Dilma;
Chapa 2, reunindo petistas do Sul, Triângulo, Alto Paranaíba e Centro Oeste, denominada: O Partido que Muda Minas e o Brasil.
Chapa 3, com militantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Aço, Paraopeba e Médio Piracicaba, intitulada O Partido que Muda Minas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Aécio: papel de Marina é fortalecer os tucanos

Se houvesse ainda alguma dúvida, Aécio, no Rio, deixou claro: o PV serve para bater no PT quando o PSDB não dá conta.

Saiu na Folha Online:

Aécio diz que PT tem mais projeto de poder do que de país e acena para Marina.

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), criticou o PT, que perdeu dois senadores: Marina Silva (AC) e Flávio Arns (PR) após salvar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) no Conselho de Ética. Para Aécio, a crise interna do PT revela o afastamento entre o partido e sua militância.
“O partido [PT] terá que se reencontrar com sua militância, aquela que sonhou com um partido que defendia e agia de forma ética”, disse ele no Rio.
(…)
Marina Silva

O tucano afirmou ainda que vê como positiva a possível candidatura de Marina Silva pelo PV à Presidência.
Ele disse que o PSDB está mais próximo hoje de Marina do que o PT numa possível composição de alianças. “Gostaria de ter o PV no primeiro turno, mas se for o caso que caminhem juntos no segundo turno.”

A VERDADE E A MENTIRA

*Por Geraldo Elísio

“Mente, ainda é uma saída / é uma hipótese de vida...” – Mente – de Paulo Vanzolini e Eduardo Gudin

Não é segredo: todo marketing um dia desaba diante da notícia. Os marqueteiros sabem disto. Somente silenciam por conveniência. Porém, na atual conjuntura, devem repensar os seus conceitos. Um dos exemplos mais marcantes dessa premissa foi a ascensão e queda de Fernando Collor. Criado pela propaganda e destruído pelo noticiário.
Em Minas, desde o início do governo Aécio Neves, em seu primeiro mandato tem-se notícia de farta publicidade e de uma censura notória atribuída à senhora Andrea Neves, com o objetivo de fazer de seu irmão o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A princípio, tais informações eram comentadas em círculos restritos. Com o passar do tempo, a exemplo do Bolero de Ravel, vem ganhando ritmo crescente. Principalmente a partir da demissão (pelo ar) do jornalista esportivo Jorge Kajuru, quando do primeiro jogo Brasil e Argentina que teve como palco o “Mineirão”.
O silêncio da mídia e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde são raros os momentos de oposição, sinalizava para uma estratégia perfeita. Porém, começaram a surgir os primeiros sinais de insatisfação, gerando as primeiras manifestações de ruas e, em consequência disso, as primeiras informações que em outros tempos estariam gerando manchetes tanto no impresso quanto nos meios eletrônicos de comunicação de massa.
Nada teria acontecido. Lógico, nem a mídia e nem os parlamentares foram abalados em suas convicções. Porém, no mundo da globosfera existe outro substrato. Além do mais, a proximidade de embates decisivos traz à cena o tradicional jogo da informação e da contrainformação. E os insatisfeitos aproveitam o momento.
Se Goebbels, o marqueteiro de Hitler, afirmou que “De tanto se repetir uma mentira ela acaba se transformando em verdade”, Abraham Lincoln enunciou: “Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito”. Em vista da vitória dos aliados ter comprovado a sabedoria da assertiva de Abraham Lincoln sobre Goebbels, fico com o pensamento do pensador norte-americano.
E hoje já se sabe em escala ascendente que o choque de gestão é mais falácia do que realidade, pelo menos na visão do Sindifisco, o mesmo sindicato que alardeou problemas na construção do novo Centro Administrativo e, principalmente, apontou o número do custo faraônico: R$ 1,2 bilhão, pelo menos até agora.
Igualmente, o Sindipol, sindicato dos policiais civis, alardeou que Minas, ao contrário do que diz a publicidade, não é um Estado seguro, denunciando a insegurança e o aumento das taxas de violência em ritmo crescente. O pessoal da saúde denuncia “o caos” imperante na área e os trabalhadores do ensino jogam por terra a informação de que o governo mineiro paga aos professores e professoras o piso nacional de R$ 900.
A Ajosp (Associação dos Jornalistas do Serviço Público de Minas Gerais) aponta que o Ipsemg poderá ser privatizado e recebe a confirmação de que isso é verdade por parte da entidade que congrega os beneficiários da instituição. E assim, uma por uma das máscaras vão caindo e ganhando espaço as notícias de corrupção.
Mentir como hipótese de vida pode até ser uma saída, na voz saudosa de Clara Nunes cantando um tema de amor assinado por Vanzolini e Gudin. Mas em outra circunstância só vem a reforçar a teoria de que por mais eficiente que seja o marketing, nada se compara à força da verdade que traz uma notícia isenta e sustentada em provas.
PS – Da série perguntar não ofende

O Corredor Cultural da Praça da Liberdade está sendo privatizado? Quem se beneficiará? Quem é o consultor do projeto? Houve licitação? É alguém de notório saber na área? Quem paga a consultoria? Qual o valor? O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais pode inspecionar isto ou prefere continuar a ser Faz de Contas? O espaço está aberto.

Geralo Elísio mantém este espaço permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas através do e-mail gelisio@novojornal.com
Novo Jornal

STF nega pedido de Marcos Valério

Supremo negou o pedido de devolução do passaporte do empresário Marcos Valério Fernandes, apreendido em julho de 2005


O ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal do mensalão que tramita no Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de devolução do passaporte do empresário Marcos Valério Fernandes, apreendido em julho de 2005. O advogado Marcelo Leonardo, que defende Valério, disse que o empresário não pretende sair do país.
Barbosa julgou "inoportuna" a devolução porque sua saída não é "conveniente", pois ele responde a duas ações penais.
Marcos Valério havia feito o pedido em março de 2008. Alegou que o passaporte estava vencido desde abril de 2007. Não tinha valor para viagens internacionais, mas era necessário para pleitear um novo passaporte, pois não lhe fora imposta nenhuma proibição a viagens para fora do país.
Só em junho último o então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, se manifestou contra a devolução. O relator decidiu que, embora não tenha sido decretada a prisão preventiva de Valério, sua saída do país só ocorrerá "em caso, devidamente demonstrado, de imperativa necessidade", que será decidido pelo ministro-relator [o próprio Barbosa] ou pelo plenário do STF.
"Essa decisão é tardia e sem sentido", disse o advogado Marcelo Leonardo, pois Valério "não tem pretensão de fazer qualquer viagem". "Trata-se de um pedido de devolução feito há um ano e cinco meses, só agora despachado... É lamentável, pois essa é uma decisão que não respeita o princípio do prazo razoável", disse o advogado.
Ele acrescentou que "a mídia anda noticiando viagens internacionais de José Dirceu e Valdemar da Costa Neto [réus do mensalão]": "Não há razão para proibir apenas o passaporte de Marcos Valério. Ou proíbe para todo mundo ou não proíbe".

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pimentel pede para o PT não fazer oposição em Minas

Ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos pré-candidatos do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel acredita que é possível haver entendimento com o PMDB na disputa estadual, mas considera que as conversas só vão prosperar se não houver imposição de nenhum dos lados para que o outro abra mão da candidatura própria.
Sobre Aécio Neves, o tucano disfarçado de petista, disse o seguinte:
"Defendo dentro do meu partido que nós não podemos fazer uma campanha contra um governo como o do governador Aécio, que tem hoje avaliação positiva de 70% ou mais dos mineiros. Então, tem que se tratar o que é possível fazer além do que está sendo feito, o que é possível fazer diferente do que está sendo feito, e não contra, e não desmontando aquilo que foi feito e que é bem avaliado. Por isso que se coloca a questão do pós-Aécio. Eu acho que a campanha em Minas terá muito essa característica: quem pode fazer Minas avançar mais a partir do que está feito, porque indiscutivelmente o governador Aécio fez um bom governo".
Fonte: Estado de Minas

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O mensalão mineiro traga Azeredo e Clésio em abraço de afogados

Inacreditável como as palavras de Magalhães Pinto a respeito da política estavam certas: “Política é como nuvem. Uma hora você olha está de um jeito, pouco depois você olha de novo está de outro”.
Clésio, embora do PR, devido sua proximidade com o Palácio do Planalto, vem sendo acusado de influenciar parte do PMDB mineiro a optar por uma candidatura petista ao governo de Minas. Tudo porque caso Aécio saia candidato ao Senado pelo PSDB, ele sairia candidato a vice na chapa do PT. No seu entendimento, caso esta “articulação” dê certo, o ministro Hélio Costa não teria alternativa, a não ser a reeleição.
Eduardo Azeredo, tido como candidato natural ao Senado pelo seu partido (PSDB), por sua vez vinha apostando na candidatura do governador Aécio Neves à Presidência. Porém, caso Aécio saia para o Senado e com a inevitável candidatura de Itamar ao governo de Minas devido à questão de inimizade, ele ficaria sem legenda e palanque.
Como diria Magalhães, as nuvens estão mudando e Azeredo e Clésio, até agora tidos como mais fortes candidatos ao Senado em 2010 (caso Aécio seja candidato a presidente) poderão não conseguir o registro de suas candidaturas, diante de suas eminentes condenações pelo Supremo Tribunal Federal por práticas criminosas, no conhecido “mensalão mineiro” ou “valerioduto”.
Com a inelegibilidade de Clésio e Azeredo, praticamente o jogo sucessório pelo Senado em Minas ficará zerado.
Para alguns, independentemente da condenação, suas chances são mínimas, pois nesta eleição, diante dos escândalos envolvendo a classe política, a cobrança do eleitor sobre o passado dos candidatos será enorme.
No caso de Clésio a perda será maior, uma vez que diante de sua condenação seu mandato de presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) seria interrompido.
Existe um ditado interiorano que diz: “Menino afoito não come biscoito”.
Evidente que não se pode desprezar o prestígio e a credibilidade política do vice-presidente José Alencar que já se declarou candidato a senador e de Pimentel que pleiteia o governo de Minas, mas ambos, se candidatos, estarão “solteiros”.
Políticos experientes fazem suas apostas:
Candidatura A: Patrus Ananias (PT) candidato a governador, com um vice do PMDB; Hélio Costa (PMDB) candidato a senador.
Candidatura B: Itamar Franco (PPS) candidato a governador, com um vice do PSDB, e Aécio (PSDB) candidato a senador.
Tudo bem ao estilo mineiro e ao gosto do Palácio da Liberdade. A disputa ficará apenas entre os candidatos a governador.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

BDMG institucionaliza a corrupção

E aí, Itamar? Jornal exige saída de conselheiro do BDMG. Por que banco celebrou contrato secreto de R$ 1,5 mi com ele? A falta de compromisso com a moralidade e a defesa do patrimônio público institucionalizou-se na administração pública de Minas Gerais.

A ingerência do jornal Estado de Minas sobre o governo é tão grande que retira dos mandatários a independência de prover e manter nos cargos pessoas de sua escolha.
Exemplo desta aberração é a denúncia apresentada pelos funcionários do BDMG, que presenciam o desmonte do banco, a exemplo do ocorrido com o Bemge, Credireal e Minas Caixa. Apelaram até mesmo ao Ministério Público, e nada acontece.
Com a briga de Hindemburgo Pereira Diniz com dirigentes do “grande jornal dos mineiros” e sua expulsão da Presidência do Conselho dos Diários Associados, o governo de Minas viu-se no centro de um fogo cruzado.
Hindemburgo, memória viva do BDMG, muito bem relacionado e articulado - sua inimizade causaria estragos incalculáveis. Porém, a exigência de sua saída defendida por dirigentes do Condomínio dos Diários Associados não poderia ser ignorada, uma vez que a imagem do governo de Minas é construída através dos veículos de comunicação pertencentes ao grupo.
Diante dessa situação, em vez de tomar uma atitude que melhor atendesse o banco e obedecesse ao princípio da probidade, optou-se por sua demissão com a celebração de um Contrato Secreto, onde Hindemburgo continuaria recebendo, a título da “assessoria”, a mesma importância que recebia na presidência do Conselho.
Na verdade, o governo de Minas solucionou um problema entre os membros dos Diários Associados com dinheiro público.
A briga entre Hindemburgo e Diários Assosiados é pública. Tanto é que, em decisão unânime, a quarta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu ontem, por 4 votos a 0, manter sua expulsão da presidência do Conselho Consultivo do condomínio dos Diários Associados.
Em 2005, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou que uma assembleia da Comissão Plenária do Condomínio Acionário dos Diários Associados deliberasse sobre o afastamento ou não de Pereira Diniz, o que acabou se concretizando.
Hindemburgo Pereira entrou com um recurso especial contestando a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que foi julgado em fevereiro de 2009, pelo STJ. "Todos os ministros acompanharam a decisão do relator, o ministro João Otávio Noronha. O Superior Tribunal de Justiça manteve integralmente o que o TJMG havia decidido e entendeu que o recurso não continha razões suficientes para modificar a decisão do tribunal mineiro", esclareceu na época o advogado do condomínio dos Diários Associados, Antônio Vilas Boas.
Desta forma, Hindemburgo Pereira Diniz continua destituído do cargo de presidente do Conselho Consultivo do Condomínio Diários Associados.
No BDMG não é apenas este contrato “secreto” que está a descumprir a probidade, outros fatos igualmente são denunciados pelos funcionários, sem qualquer resultado.
Novojornal, após apurar os fatos denunciados, constatou que os mesmos realmente são verdadeiros. Entretanto, para que você mesmo possa avaliar, publicamos abaixo cópia da denúncia acompanhada do contrato “secreto” celebrado.
Atualmente na presidência do Conselho do banco, Itamar Franco poderia por na prática seu discurso de probidade, acabando com esta incômoda e ilegal situação.

Fonte: Novo Jornal

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

AÉCIO DESTRÓI JORNALISTAS

*Geraldo Elísio
“Não são os homens, mas as ideias que brigam.” – Tancredo Neves.
Parece, a meta do governador tucano de Minas é ultrapassar o paulista José Serra no quesito desmonte do Estado.
O governador Aécio Neves do PSDB de Minas Gerais, talvez com “inveja de seu correligionário”, anda seguindo os passos de seu colega José Serra e também resolveu “aniquilar de vez com o quadro funcional dos servidores públicos do Estado. Depois de recusar-se a pagar o piso salarial de R$ 900 estabelecido por Lei Federal a todos os professores da rede pública estadual em Minas, agora resolveu destruir os jornalistas aposentados da Imprensa Oficial de Minas Gerais, responsáveis pela publicação do Diário Oficial do Estado”, denuncia o presidente da Associação dos Jornalistas do Serviço Público (AJOSP), Cláudio Vilaça.
De acordo com Vilaça, ao colocar em prática, em abril deste ano, o seu Plano de Carreira criado a partir da publicação da Lei Estadual 15.470/2005, “Aécio rebaixou todos os profissionais da comunicação, antes jornalistas profissionais, à condição de analistas de gestão, e pior, quem se aposentou como jornalista no nível III foi rebaixado para analista no nível II. O prejuízo representou em média R$ 1 mil a menos nos salários pagos a partir de maio deste ano”.
Segundo Cláudio Vilaça, presidente da entidade, “este é o que pode ser chamado porrete de gestão”, em analogia ao “choque de gestão” implementado e propagado por Aécio aos quatro cantos do Brasil como o modelo ideal de administração da coisa pública, denunciado durante manifestação do Sindifisco como “um engodo”.
Cerca de 48 ações já foram ajuizadas na Vara da Fazenda Pública Estadual pelos associados da Associação dos Jornalistas do Serviço Público (AJOSP). Houve três liminares vitoriosas concedidas pelo desembargador Dídimo Inocêncio de Paula, do TJMG, no último mês de junho e uma sentença favorável do juiz Sérgio Cordeiro da 2ª Vara da Fazenda Pública de MG em julho deste ano. A ação cita o secretário de Governo, Danilo de Castro, a secretária de Estado de Planejamento, Renata Vilhena e o diretor da Imprensa Oficial de Minas Gerais, Francisco Pedalino.
Segundo Cláudio Vilaça “o plano de carreira diabólico responsável pela destruição das carreiras no serviço público do Estado é atribuído ao vice-governador Antônio Anastasia, ex-secretário geral do Ministério do Trabalho no governo neoliberal Fernando Henrique Cardoso.”
*Geraldo Elísio escreve no Novo Jornal". Prêmio Esso Regional de jornalismo passado e presente embasam as suas análises

Quem é o autor da Lista de Furnas?

Depois de anos, Polícia Federal descobre documento em papel timbrado do governo de Minas que originou a Lista de Furnas

Após anos de investigações e acusações contra Dimas Toledo, pela confecção da Lista de Furnas, ocasião em que o ex-dirigente da empresa foi praticamente execrado, aparece o documento que deu origem à Lista de Furnas, atribuída ao mesmo.
É inacreditável, pois se trata de um ofício em papel timbrado do governo de Minas, assinado pelo Secretário de Governo Danilo de Castro e encaminhado a Dimas Toledo.
O documento relaciona os beneficiários da campanha do governador Aécio Neves, assim como os doadores.
A certeza da impunidade era tão grande que a lista da “corrupção” foi feita em papel timbrado do governo de Minas.
Este documento praticamente muda o rumo das investigações, que até agora atribuía exclusivamente a Dimas Toledo a autoria da Lista de Furnas, demonstrando que este famoso documento apenas transcreveu o constante de uma lista confeccionada por Danilo de Castro.
Segundo participantes das investigações, esta lista relaciona a distribuição do dinheiro “arrecadado” em Minas Gerais.
Será diante desta nova situação que o governador de Minas terá de se explicar.
Evidente que na Assembleia Legislativa mineira este fato não provocará qualquer reação, uma vez que 90% de seus membros participaram da corrupção.
O documento já foi periciado, comprovando sua autenticidade, conforme demonstra o laudo que acompanha a lista, abaixo disponibilizado nesta reportagem.
Pelo visto, o período de impunidade do governador Aécio Neves poderá estar chegando ao fim, embora alguns insistam em duvidar, citando como exemplo as enormes evidências e provas que pesam contra o mesmo e integrantes de seu governo sem que nada ocorra.
Esta e outras “novidades” esclarecem a recente presença do diretor-geral da Polícia Federal no Palácio da Liberdade.
Políticos que tiveram acesso à lista de Danilo de Castro argumentam que finalmente entendem o porquê não ser apenas devido à representação do PMDB contra o senador Arthur Virgílio, junto ao Conselho de Ética do Senado, que está fazendo o PSDB recuar.
O cruzamento das informações constantes da lista de Danilo de Castro, com a lista apreendida na Camargo Correia, comprovaria a veracidade da mesma.
Diversos beneficiados da lista já foram ouvidos pela Polícia Federal e comprovaram ter realmente recebido os recursos descritos.
O Secretário de Governo Danilo de Castro jamais foi pessoa ligada a Tancredo ou à política mineira.
Foi colocado na presidência da Caixa Econômica Federal por José Sarney, quando Presidente da República, após ter “resolvido” as pendências de seu grupo político junto à Caixa Econômica Federal, no Maranhão. Junto com o atual Secretário da Fazenda.
Sua eleição para deputado federal serviu apenas para dar imunidade ao mesmo após o escandaloso “esquema da Ghetec”.
Fontes da Polícia Federal informam que a instituição já vem há mais de duas décadas acompanhando os passos de Danilo de Castro, sendo possível que agora consiga pegá-lo.
Nas últimas eleições, ele deixou de ser candidato a deputado federal, colocando seu filho na disputa, porque estava inelegível.
Desta forma, encontra-se sem qualquer imunidade.
Vamos esperar para ver.
Fonte: Novo Jornal

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O código "Neves"

Investigadores têm novas pistas sobre a ligação entre políticos e a Alstom no pagamento de propinas

A revista Época desta semana relata que o tucano Tião Farias recebeu doações de suspeitos de operar a propina da Alstom, mas ele nega envolvimento com o caso.
A investigação dos Ministérios Públicos Federal e de São Paulo sobre o esquema de propina do grupo francês Alstom para autoridades brasileiras em 1997 avançou bastante desde a chegada ao Brasil de documentos apreendidos pelo Ministério Público da Suíça.
A empresa teria interesse na obtenção de contratos com o governo de São Paulo, comandado na época pelo governador Mário Covas, falecido em 2001.
Uma das principais peças da investigação é um memorando manuscrito em francês por um executivo da Alstom. Nele, é identificada a rota das propinas. O dinheiro iria para integrantes do Tribunal de Contas do Estado, funcionários da Secretaria de Energia e ainda para o caixa do PSDB.
Na descrição dos intermediários da propina, o executivo da Alstom, em seu memorando, usou vários códigos. Entre eles constam “RM”, “CM”, “Splendor” e “Neves”.
Os investigadores acreditam já ter identificado três desses códigos.
O tal “RM” seria Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do TCE.
“CM” seria Cláudio Mendes, um sociólogo que atuou como lobista de empresas da área de energia junto ao governo paulista entre o fim dos anos 1980 e 2004.
“Splendor” é uma das seis offshores (empresas de fachada instaladas em paraísos fiscais no exterior) por onde também teriam sido feitos pagamentos da propina pela Alstom, segundo documentos do MP da Suíça.
De acordo com o memorando, a corrupção estaria relacionada a um contrato de R$ 101 milhões da Eletropaulo, a antiga estatal de energia privatizada em 1998, com o grupo Alstom.
Robson Marinho e Cláudio Mendes negam que tenham intermediado ou recebido propinas.
E quanto ao código “Neves”?
Os investigadores acreditam que era a pessoa responsável por transformar o suborno da Alstom em caixa de campanha do PSDB.
O memorando do executivo da Alstom é de 21 de outubro de 1997. Nele, “Neves” aparece ao lado da cifra “8,5%”, suposto valor da propina.
Os investigadores acreditam que darão um passo para elucidar o código “Neves” quando destrincharem o envolvimento do vereador paulistano Tião Farias (PSDB) com a história. Farias não é citado nos documentos da Suíça, mas tem ligações com várias pessoas investigadas no caso.
Além de ter sido um dos assessores mais próximos de Mário Covas, foi secretário-adjunto de Robson Marinho na Casa Civil.
Em 2002, quando concorreu a um mandato de deputado estadual, Farias recebeu doações dos empresários Romeu Pinto Júnior e Sabino Indelicato, citados nos documentos suíços.
Pinto Júnior é acusado de ser o dono da MCA Uruguay, outra offshore supostamente usada como canal de propinas.
Indelicato é dono da Acqua Lux Engenharia, suspeita de operar o esquema de propina da Alstom por meio de contratos de consultoria de fachada.
Tanto Pinto Júnior quanto Indelicato afirmam que as acusações são falsas.
O vereador Tião Farias diz que não conhece Pinto Júnior, mas admite ter relações com Indelicato, um militante do PSDB, segundo ele.
As doações para sua campanha, diz Farias, foram convites, no valor de R$ 1.000, comprados para um jantar de apoio político. Tião Farias não conseguiu a vaga de deputado estadual em 2002. Ele virou vereador em São Paulo em 2004.
Durante a encarniçada disputa pela candidatura própria do PSDB à prefeitura de São Paulo, neste ano, ganhou destaque por ter sido um dos poucos a permanecer ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Petistas têm encontro com o pré-candidato ao governo de Minas, Patrus Ananias

Militantes de diversas correntes internas do PT, que apoiam a pré-candidatura de Patrus Ananias ao governo de Minas, têm encontro no dia 14/8, sexta, às 19h, no auditório do CREA-MG.
O convite é feito pelos deputados estaduais do PT, Adelmo Leão, Almir Paraca, André Quintão, Carlos Gomes, Maria Tereza Lara e Padre João. Também os deputados federais petistas Gilmar Machado, Leonardo Monteiro e Odair Cunha. O encontro terá a presença de ex-candidatos ao governo do Estado e ex-presidentes do PT Sandra Starling, Carlão Pereira, Nilmário Miranda e Maria do Carmo Lara.
O candidato à presidência estadual pela Articulação PT Minas no PED 2009, Gleber Naime, disse que será um momento de reunir a militância histórica do PT, companheiros e companheiras comprometidos com um projeto para resgatar a tradição democrática, plural e ética do partido.
O CREA-MG fica na Av. Álvares Cabral, 1600, Santo Agostinho, próximo à Assembleia Legislativa.

Jô Moraes vice de Patrus

A enquete no Blog Patus Governador sobre qual o melhor vice para Patrus ao governo de Minas, Jô Moares foi a preterida com 42%, seguida por Hélio Costa, com 31%, Luís Dulci com 21% e
Pimentel com apenas 5%.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

“Governo de Minas é burocracia pura”

Antônio Júlio diz que não basta preencher papel; é preciso resolver o problema. Ele criticou ainda a censura à imprensa

O deputado estadual Antônio Júlio (PMDB) condenou o que considera “burocracia excessiva do governo de Minas”.
“Instalou-se no Executivo mineiro a burocracia pura. Tudo gira em torno de papel. No Palácio da Liberdade, você vê todo mundo preenchendo relatórios, questionários, estatísticas. Mas não basta preencher papel; é preciso resolver o problema”, afirmou.
O deputado peemedebista também fez críticas à censura que o governo do Estado estaria impondo à imprensa mineira.
“Nenhuma linha que seja contra o governo é divulgada. Os órgãos de comunicação estão amordaçados por generosas verbas publicitárias”, alertou.
Antônio Júlio lembrou que o ex-presidente Tancredo Neves sempre lutou contra a censura e pela liberdade de imprensa. “O governador deveria manter vivo os ideais do seu avô. A imprensa tem um papel fundamental na democracia. Ela não pode sofrer esse tipo de censura que está ocorrendo em Minas. Censura foi na época da ditadura militar. Chega de censura”, protestou.
O parlamentar citou trecho de um discurso de Tancredo Neves, “para servir de exemplo para o seu neto, Aécio”: “Enganam-se os que imaginam possível levantar uma nação rica e poderosa sobre os ombros de um povo explorado, doente, marginalizado e triste. Uma nação só crescerá quando crescer, em cada um de seus cidadãos, o conhecimento, a saúde, a alegria e, principalmente, a liberdade”.

Ausência de debate

Antônio Júlio fez questão de frisar a ausência do debate político em Minas Gerais.
“Observamos que o debate político está morto em nosso Estado. Não há mais espaço para ele. Há um senso comum, um discurso único, o que não constrói nada nem contribui para o aprimoramento de nossas instituições”, declarou.
De acordo com o deputado, é fundamental que o debate ocorra, “mas mais importante ainda é que as instituições exerçam seu papel”.
“Hoje o Executivo, o Judiciário, o Ministério Público, a Assembleia Legislativa e a imprensa perderam muitas de suas atribuições”, avaliou, ressaltando que “é dever dos deputados fazer do Legislativo uma instituição forte que legisle para o povo e não, como ela lamentavelmente vem sendo, uma Assembleia homologativa das vontades do Poder Executivo”.

Produtor rural

Antônio Júlio criticou a atuação do Ministério Público, da Justiça e órgãos ambientais, que estariam tratando o produtor rural como “bandido”, em questões sobre o meio ambiente.
Além disso, fez ressalvas ao projeto que altera o Código Florestal, em tramitação na Assembleia Legislativa, que, em sua opinião, mais uma vez beneficia grandes empresas e prejudica o produtor rural.
Segundo o parlamentar, a atual proposição “faz tudo para dificultar a vida dos pequenos produtores rurais, mas abre as portas, por exemplo, para a Cemig fazer o que bem entender, daí a necessidade de se modificar o texto”.
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia votou nesta quinta-feira parecer de emendas da nova lei florestal. O projeto já está pronto para voltar à pauta de votação do plenário.
Fonte: Novo Jornal

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

UFMG mantém bônus no vestibular



Em meio a um turbilhão de polêmicas e questionamentos judiciais, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiu na terça-feira manter as regras do sistema de bônus do seu vestibular.


Em reunião à tarde, o Conselho Universitário da instituição avaliou a possibilidade de mudar os critérios do programa, que hoje beneficia alunos vindos de escolas públicas e que se declaram pardos ou negros. A decisão é válida para o próximo processo seletivo, mas não é definitiva. Uma resolução aprovada anteriormente pelo conselho já previa avaliações anuais do sistema de bônus até 2012 e, durante esse período, o benefício pode continuar da mesma forma que foi implantado, sofrer modificações ou até mesmo ser extinto. A principal proposta de mudança apresentada terça-feira, durante a reunião, foi a de conceder o bônus apenas para alunos que cursaram todo o ensino básico na rede pública, ou seja, desde a 1ª série do ensino fundamental até o 3º ano do nível médio. Mas o projeto foi rejeitado pelos conselheiros e, com isso, ficam valendo as mesmas regras do vestibular 2009, o primeiro com o sistema de bônus em vigor. “Colocamos as propostas em votação, mas o conselho decidiu manter o programa assim como ele é hoje. Tivemos 45 votos a favor da manutenção e uma abstenção, o que comprova que o bônus é um programa vitorioso e que aumenta a inclusão social na universidade”, afirmou o presidente do conselho, reitor Ronaldo Tadeu Pena.


Assim como no ano anterior, esta edição do processo seletivo concederá um aumento de 10% na nota final dos candidatos que cursaram as quatro últimas séries do ensino fundamental (de 5ª a 8ª) e todo o nível médio em escolas públicas. E os alunos que, além de cumprirem esse requisito, se declararem pardos ou negros, ganharão um acréscimo de 15%. No vestibular do ano passado, o programa de bônus beneficiou 34,04% dos 5.950 alunos aprovados. As propostas de mudança do sistema de bônus foram votadas terça-feira pelos 46 integrantes do conselho, entre eles, funcionários técnico-administrativos, diretores de unidades de ensino, estudantes e representantes da reitoria.


Outro assunto presente na pauta dos conselheiros foi uma decisão da Justiça Federal que pôs em xeque o programa de bônus da UFMG. Conforme o Estado de Minas noticiou com exclusividade na edição de 23 de julho, um candidato ao curso de medicina se sentiu prejudicado com o programa e questionou o benefício na Justiça. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região acatou o pedido do estudante Gabriel Tensol Rodrigues Pereira, de 19 anos, e deu uma liminar favorável, que lhe garantiu a vaga. Segundo a reitoria da universidade, cerca de outros 20 candidatos entraram com mandados de segurança na Justiça contra o bônus, mas nenhum deles teve decisão publicada até o momento. AdiamentoPor causa dessa reunião, a UFMG teve de adiar a data de abertura das inscrições para o vestibular. O prazo, que seria aberto na próxima sexta-feira, foi transferido para o dia 12. Em nota divulgada na última semana, a presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Copeve), Vera Resende, explicou as razões do adiamento: “Decidimos alterar a abertura das inscrições, porque, caso seja aprovada alguma alteração do sistema de bônus pelo conselho, não haverá tempo hábil para publicação de edital de retificação antes do dia previsto para o início das inscrições, 7 de agosto”. Os interessados em participar do processo seletivo terão até 8 de setembro para fazer o cadastro. Para o ano que vem, a UFMG vai abrir 6,6 mil vagas em 75 cursos oferecidos pela instituição.


Entre as opções, há 10 novidades na graduação previstas para 2010: antropologia, biomedicina, ciências socioambientais, controladoria e finanças, dança, engenharia de sistemas, museologia, relações econômicas internacionais, tecnologia em radiologia e diagnóstico por imagem, e química tecnológica.
Fonte: Estado de Minas

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Aécio entregará a Copasa a Itamar Franco

política em Minas Gerais saiu da articulação partidária e alcançou toda a estrutura de Poder. Até mesmo o Judiciário e o Ministério Público mineiros entraram na roda. O Executivo, através do vice-governador Anastasia, vem utilizando uma equipe de juristas formada por advogados e promotores para desmontar o atual presidente da Copasa, Márcio Nunes.
Tudo iniciou após os “amigos” de Anastasia serem desalojados da direção jurídica da Copasa, segundo um advogado da empresa já aposentado: “estavam tentando fazer caixa para o vice-governador e o atual presidente impediu. De vingança, estão desde a época aparelhando o Ministério Público mineiro contra o Dr. Márcio Nunes”.
Fontes da Procuradoria de Justiça de Minas Gerais informam que nas próximas horas o Ministério Público Estadual vai apresentar nova denúncia contra o Presidente Márcio Nunes. A estratégia é pedir o aumento da pena, já imposta em outra ação, para obrigar o governo a demitir Márcio Nunes.
Não é novidade o comportamento político e partidário de alguns membros do Ministério Público de Minas. Desde o início do governo de Aécio, a instituição perdeu sua grandeza e função, passando a atuar como órgão assessório e paralelo do Executivo. O próprio Novojornal vem sofrendo pesada perseguição do Ministério Público Estadual, devido à sua linha editorial independente.
Na verdade, Minas voltou ao tempo da Ditadura Militar, onde o Executivo perseguia seus opositores através de pesadas acusações de promotores que, mais tarde, provou-se a serviço de quem estariam. Só não se imaginava que isto pudesse estar acontecendo em pleno regime democrático.
A notícia da apresentação de nova denúncia, com o pedido de ampliação da pena do presidente da Copasa, já está desde ontem (29) na redação do “Grande jornal dos mineiros”, aguardando apenas a ordem do vice-governador para ser publicada.
A degola está marcada para amanhã (31) em reunião da Copasa.
Para seu lugar iria o vice-presidente da empresa Ziza Valadares ou o diretor Juarez Amorim que, conforme matéria publicada há dois dias pelo Novojornal, estaria fazendo caixa para campanha de Itamar Franco ao governo de Minas. Também existem apostas no ex-presidente Marcelo Siqueira.
Caso tudo seja confirmado, fica claro que o candidato ao governo de Minas de Aécio é Itamar Franco.
Agora é esperar para ver.
Fonte: Novo Jornal

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Rejeição das contas das prefeituras cresce 130% em Minas Gerais

O volume de contas municipais rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) segue trajetória ascendente no Estado. De 2007 para 2008, o número mais que dobrou – passou de 65 para 150, aumento de 130,76%. Também houve aumento na quantidade de processos analisados – de 513 para 731 (42,49%) -, mas muito inferior ao crescimento dos pareceres pela reprovação das finanças. A rejeição de contas é um dos motivos que tornam políticos inelegíveis e podem provocar sanções de outros tipos, como multa e ressarcimento em caso de prejuízo aos cofres públicos. Nos últimos três anos, o percentual de contas rejeitadas vem só aumentando, em um nível bem maior que o crescimento de processos analisados. Em 2007, houve avaliação de 513 contas e rejeição de 65 (12,67%). No ano passado, foram 731 análises e 150 reprovações, o que representa 20,51%. Neste ano, até o mês de junho, houve avaliação de 228 documentos e 77 deles receberam parecer pela rejeição ( 33,77%).De acordo com a assessoria de imprensa do TCE, entre as irregularidades que motivam parecer pela rejeição, estão o descumprimento à lei que estabelecem investimento nas áreas de educação e saúde. No primeiro caso, deve ser, no mínimo, de 25% da receita corrente líquida (RCE). Na saúde, o percentual aplicado não deve ser inferior a 15% da RCE. Outra conduta que provoca reprovação de contas é o desrespeito ao limite máximo para gasto com pessoal. A lei autoriza que 60% da RCE sejam destinados à folha de pagamento – até 54%, na prefeitura, e 6% na Câmara. Conforme a assessoria do TCE, há prefeituras que estão repassando um volume maior que o permitido de recursos do Poder Executivo para o Legislativo, o que também contraria a legislação. Por fim, a abertura de créditos adicionais em desacordo com a lei e sem aprovação do legislativo é outro fator que provoca rejeição das contas.
De acordo com a assessoria de imprensa do tribunal, basta a existência de uma das irregularidades para que o parecer seja pela reprovação. O presidente do TCE, Wanderley Ávila, observa que mudanças organizacionais realizadas no órgão estão provocando o aumento no volume de processos analisados. Até 2007, o tribunal era dividido em quatro câmaras, que analisavam os processos por temas. Em 2008, passou a ter duas câmaras que analisam procedimentos de qualquer natureza. De acordo com Wanderley Ávila, a quantidade de pessoas que analisam processos também foi incrementada com a permissão dada aos auditores para emitirem propostas de votos. Com isso, subiu de seis para dez o número de avaliadores. Conforme Wanderley Ávila, o TCE estabeleceu como meta zerar todos os processos pendentes - de anos anteriores. “Em 2010, estaremos emitindo pareceres apenas de contas de 2009”, afirmou. Hoje, o tribunal trabalha com as de 2008 e outras mais antigas. Cada processo tem que ser analisado em, no máximo, 360 dias. Segundo o presidente do TCE, devem existir mais de 100 mil documentos - referentes a vários assuntos, não só a prestação de contas - à espera de julgamento no órgão.Com relação ao aumento de contas com parecer pela rejeição, o presidente do tribunal acredita que, na maioria dos casos, ocorre erro. “Falta pessoal qualificado para auxiliar os prefeitos”, diz. Segundo ele, o TCE procura orientar os agentes políticos e, no momento, está rodando uma cartilha com orientações para os administradores municipais.Os pareceres emitidos pelo TCE são encaminhados para as câmaras municipais, que podem seguir a orientação do tribunal ou votar de forma contrária. O TCE não tem o levantamento de casas legislativas que acompanham o voto dos conselheiros, mas a assessoria de imprensa informou que o órgão irá providenciar. Quando a câmara segue a orientação do TCE e mantém a rejeição de contas públicas, há uma série de conse-quências para o político. Ele pode ter que pagar multa, devolver dinheiro - quando há prejuízo aos cofres públicos - e ficar inelegível. Todos os pareceres do TCE são encaminhados para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) e podem ser um problema para os políticos nas eleições seguintes.De acordo com a assessoria de imprensa do TRE, fora de período de eleição, não há sanção para o agente público, mas, na época de pleito, a existência de contas rejeitadas pelo TCE pode ser impeditivo para as pretensões eleitorais. Se um cidadão ou entidade apresentar impugnação ao registro de candidatura por causa da reprovação das finanças, o registro pode ser indeferido pelo TRE. Foi o que aconteceu com o ex-prefeito de Ipatinga e novamente eleito em 2008, Chico Ferramenta (PT). Ele teve as contas rejeitadas pelo TCE. A Câmara Municipal votou seguindo a orientação do tribunal. Com isso, houve pedido de impugnação do registro de candidatura do político nas eleições do ano passado por parte do Ministério Público e da coligação adversária. Ele não pôde assumir a prefeitura, apesar de ter sido eleito, por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até hoje, a situação de Ipatinga, no Vale do Aço, está indefinida. O TRE determinou novas eleições, mas ainda não há data. Enquanto isso, o presidente da Câmara, Robson Gomes (PPS), está à frente da prefeitura.
O superintendente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Waldir Salvador, acredita que existe distância entre as exigências dos órgãos fiscalizadores e a realidade das prefeituras, o que provoca problemas na hora da prestação de contas. Segundo ele, há municípios que têm dificuldade em aplicar os 25% da receita na educação, por exemplo, mas nem por isso deixam de cumprir todas as obrigações no ensino e oferecer qualidade aos alunos. Segundo ele, o aumento no número de contas rejeitadas pode estar relacionado ao crescimento das exigências em cima das prefeituras. Para este ano, diz, a associação está trabalhando com uma previsão pessimista por causa da queda na arrecadação municipal. “Cai a arrecadação, mas não se pode cortar pessoal na mesma proporção. Aí, o município ultrapassa o limite de gasto com pessoal e tem as contas rejeitadas”, prevê. De acordo com Salvador, a AMM vai promover um encontro no próximo dia 11 para buscar uma solução para o problema e outro, no final de setembro, para tentar aproximar os órgãos de fiscalização das prefeituras.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

CNJ analisa atos secretos em tribunal de Minas

O Conselho Nacional de Justiça decidiu analisar a edição de atos "reservados" no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O corregedor nacional, ministro Gilson Dipp, encaminhou o ofício ao órgão mineiro solicitando dados sobre a existência de atos administrativos do tribunal feitos sem a devida divulgação.
A solicitação foi feita depois que reportagem do Jornal O Estado de S. Paulo apontou que, durante quase vinte anos, o TJ de Minas editou pelo menos 102 atos normativos classificados como reservados.
Alguns documentos apresentam carimbo de publicado, embora não possam ser acessados pela internet. Eles foram assinados pelo ex-presidente do TJ, Argemiro Otaviano Andrade, já falecido.
O atual presidente, desembargador Sérgio Resende, afirmou que já determinou a publicação dos atos, principalmente de sindicâncias que estejam em vigor e não tenham perdido efeitos.
Com informações do Estadão.

Ciro Gomes: "Severino Cavalcanti foi eleito para receber o impeachment de Lula"

Dr. Sócrates entrevista Ciro Gomes, que fala do partidarismo da Grande Imprensa, da ascensão do golpismo no valerioduto, do Rodoanel paulista entre outras coisas.

Quadrilha
“João amava Teresa que amava Raimundo
Que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
Que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
Que não estava na história..”
Carlos Drummond de Andrade

Não custa lembrar que a eleição de Severino foi graças à insistência do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) em manter sua candidatura avulsa mesmo após o PT ter definido Luiz Eduardo Greenhalgh como seu indicado oficial. Foi a primeira vez que um candidato independente, que pouco contou com o suporte de seu próprio partido, venceu a eleição para a presidência da Câmara - ele teve 300 votos dos 498 presentes.
Para não cair no esquecimento, Virgílio - que sempre foi alvo de ironias por seus “excessoss” de governismo - foi também o mentor do acordo com o governador Aécio Neves para derrotar o grupo de Patrus Ananias em Belo Horizonte e eleger Márcio Lacerda, criando o tal grupo Pimentécio. Sem falar no Lulécio, também com a participação dele para derrotar Nilmário Miranda. No caso do mensalão ele ainda não apareceu, mas é amigo íntimo de Marcos Valério e não custa lembrar do velho ditado: “diga-me com quem tu andas e eu direi quem tu és”. Aliás, sobre este assunto, Montes Claros e outras cidades no Norte de Minas conheceram “um outro Valério” que saía comprando tudo e todos e ameaçando quem atravessava em seu caminho. Até o chefe da boquinha de Montes Claros foi ameaçado.
Leia AQUI A arte do haraquiri sem mestre - de Hamilton Pereira, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo sobre Virgílio Guimarães.
 
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